Cooperativas do Alto Uruguai Gaúcho debatem cenário econômico
O Núcleo Coop do Alto Uruguai promoveu, dia 7 de julho, em Erechim (RS), o XIV Simpósio do Cooperativismo do Alto Uruguai Gaúcho
Com o tema "Cenário Econômico: Tendências, Riscos e Oportunidades", o evento integrou as comemorações do Dia Internacional do Cooperativismo e reuniu lideranças, especialistas, cooperados, empresários, estudantes e representantes da comunidade regional.
Realizado no Salão de Atos da URI, o simpósio proporcionou uma ampla discussão sobre o cenário econômico atual, abordando tendências, desafios e oportunidades para o cooperativismo e para os diferentes segmentos da sociedade.
Participou do painel, com demais representantes de cooperativas de crédito da região, o professor de Economia e Finanças, Edivan Junior Pommerening, que compartilhou análises sobre o contexto econômico e seus reflexos na gestão das cooperativas. A mediação foi conduzida pelo professor Dr. Eliziário Noé Boeira Toledo.
Para o gerente da unidade Alfa de Erechim, Eudes Biavatti, a programação foi especialmente relevante diante das constantes mudanças no ambiente econômico. "Foi um evento muito positivo, com conteúdo oportuno e proveitoso. O cenário econômico é dinâmico e volátil, e encontros como este nos oferecem mais subsídios para conduzir de forma cada vez mais assertiva a gestão dos negócios e das pessoas", destacou.
Além de ampliar o conhecimento dos participantes, o simpósio reforçou a importância da intercooperação e da troca de experiências para o fortalecimento do cooperativismo e o desenvolvimento regional.

Os principais insights do evento
Bloco 01 – Cenário Macroeconômico e Risco Fiscal
O maior risco para a economia não é a inflação. É a perda de confiança nas contas públicas. Quando o fiscal perde credibilidade, juros altos deixam de ser uma escolha e passam a ser uma necessidade. Quem entende isso toma melhores decisões antes que o mercado precifique o problema.
Bloco 02 – Impactos da Guerra no Mercado Financeiro
As guerras deixaram de ser regionais. Hoje elas atravessam fronteiras por meio dos preços, dos juros e das cadeias globais. Uma decisão tomada a milhares de quilômetros pode alterar o custo do crédito da sua empresa amanhã. No século XXI, geopolítica virou variável obrigatória na gestão financeira.
Bloco 03 – Crescimento e Força das Cooperativas
O cooperativismo cresce porque resolve um problema que a tecnologia ainda não conseguiu substituir: confiança. Enquanto muitos disputam clientes, as cooperativas constroem relacionamentos de longo prazo. O futuro pertence às organizações que conseguem gerar resultado sem perder seu propósito.
Bloco 04 – Endividamento das Famílias Brasileiras
O maior problema das famílias não é ganhar pouco. É administrar mal o que ganham. O crédito amplia possibilidades, mas também amplia consequências quando falta planejamento. Quem domina as finanças pessoais conquista algo muito maior que dinheiro: liberdade.
Bloco 05 – Inteligência Artificial e Inovação nas Cooperativas
A Inteligência Artificial não substituirá o cooperativismo. Ela ampliará seu alcance. As cooperativas que utilizarem IA para personalizar atendimento, reduzir riscos e acelerar decisões liderarão a próxima década. A tecnologia muda ferramentas. Os princípios cooperativistas continuam sendo o diferencial competitivo.
Bloco 06 – Educação Financeira e Planejamento Pessoal
O patrimônio é construído muito antes do investimento. Ele nasce das escolhas diárias. Quem aprende a planejar não depende da sorte nem do próximo salário para realizar sonhos. Educação financeira deixou de ser um diferencial. Tornou-se uma competência essencial.
Bloco 07 – Perspectivas para o Cooperativismo
O futuro do cooperativismo será decidido menos pelo tamanho das cooperativas e mais pela velocidade com que elas aprendem. Governança, inovação, sustentabilidade e intercooperação formarão a nova vantagem competitiva. O cooperativismo não está apenas preparado para o futuro. Ele pode ajudar a construí-lo.
Assessoria de Imprensa Cooperalfa