Agricultura de precisão e excelência
Produtor do Mato Grosso do Sul registra safra histórica e com economia de R$ 300 mil
Antônio Valdomiro Peruzzi é produtor de grãos em Dourados, Mato Grosso do Sul (MS). Na área em que cultiva aproximadamente 550 hectares com soja na primeira safra, e milho (em consórcio com braquiária) na segunda safra.
Por ser associado da Cooperalfa, ele tem à disposição o programa Fertialfa. “Tínhamos interesse em fazer o investimento e com as análises percebemos que eram necessários alguns ajustes e complementações na questão nutricional e acompanhamento de análise foliar”, pontuou Antônio ao mencionar que achou interessante que, na última safra, o clima estava propício ao desenvolvimento da cultura, porém foi preciso enfrentar um período de estiagem de aproximadamente 20 dias e mesmo assim, com base em todas as recomendações técnicas, foi possível alcançar o que chamou de ‘fato histórico’, com uma produção excelente. “No passado havíamos registrado a média de 66 sacas por hectare e nesta safra foi possível alcançar 77 sacas/ha. Tudo isso impacta na rentabilidade, pois a adubação gera um custo alto para a lavoura. Dessa forma é imprescindível um diagnóstico preciso para analisar os nutrientes que a planta necessita”, salienta.
Vale lembrar que, na maioria das vezes, é preciso acrescentar nutrientes no solo e no caso das áreas do produtor, foi possível retirar o potássio, sendo que já havia uma reserva significativa. “A agricultura de precisão possibilitou mudanças na nossa rotina de trabalho. Hoje repetimos as análises e seguindo as recomendações”, pontua o associado que afirma encontrar todo o suporte na sua cooperativa. “É uma via de mão dupla. Na Alfa buscamos confiança e suporte técnico. Por outro lado, ela nos oferece crédito e quando depositamos grãos, sabemos que podemos ter segurança. Além disso, criamos um elo de amizade no campo profissional e isso é muito bom”, declara.
✅ Clique e siga o Canal da Cooperalfa no Whatsapp
Nutrientes adequados, dose certa e momento oportuno
Ao analisar a agricultura no Mato Grosso do Sul, o engenheiro agrônomo, especialista em Fitossanidade e Nutrição de Plantas, Luan Pivatto, pondera que é preciso entender sobre o ambiente produtivo. “No Sul do estado, principalmente na grande Dourados, há uma zona de transição entre o clima subtropical e o tropical. Isso significa que temos presença de altas temperaturas, chuvas concentradas e ocorrência frequente de veranicos ao longo dos ciclos das culturas. Além do desafio climático, há uma grande variabilidade de solos, desde áreas com alta fertilidade, elevados teores de argila, alta Capacidade de Troca Catiônica (CTC) e boa saturação por bases, mas também encontramos solos mais arenosos, muitas vezes oriundos de abertura de pastagens, com menor retenção de água e nutrientes. Ou seja, numa mesma propriedade, há ambientes produtivos distintos. Neste cenário, trabalhar pela média, significa perder muita eficiência técnica e diminuir a rentabilidade”, explica Luan.
É exatamente nesse ponto que o Fertialfa se torna fundamental e um dos exemplos foi visualizado na fazenda do Antônio. “Implantamos o sistema com o propósito de realizar esse diagnóstico completo, com o olhar voltado à fertilidade do solo, e isso envolve os três pilares: parte física, química e biológica. Nas áreas física e biológica constatamos que há uma excelente estrutura de solo, uma boa infiltração de água e um maior acúmulo de matéria orgânica, que está relacionado principalmente ao cultivo de milho em consórcio com braquiária. Na parte química, identificamos altos teores de potássio no solo e, com base técnica, retiramos a adubação potássica da soja, ação que gerou uma economia de aproximadamente R$ 300 mil ao produtor, somente nesta safra”, ressalta o agrônomo.
Na propriedade também foi realizada a calagem, com aplicação em taxa variável, além de correção da deficiência por boro e por meio de uma análise foliar, com a técnica do Sistema Integrado de Diagnose e Recomendação (DRIS), foi ajustada a necessidade de micronutrientes, especialmente o molibdênio durante o ciclo da soja. “Aplicamos os nutrientes certos, na dose adequada e no momento oportuno, o que refletiu em uma produtividade histórica na fazenda. O clima também colaborou, o produtor teve redução de custos com incremento de produtividade e vamos seguir esse acompanhamento, com o foco em mais produtividade e maior rentabilidade”.
Mais produção com menos gasto
A Alfa ingressou no estado sul-mato-grossense em 2014, exatamente na terra onde descrevemos essa matéria de hoje, em Dourados. O gerente da filial local, Orlei Luiz Dal Magro, comenta que, naquele período, e após a cooperativa chegar em Sidrolândia e Nova Alvorada do Sul (2016), alguns produtores já atuavam com a agricultura de precisão, e a Alfa começou a oferecer aos associados e clientes, o método denominado Fertialfa. “Mediante as coletas e análises de solo, o produtor junto à equipe técnica, consegue avaliar as formas mais práticas para economizar dinheiro e ampliar a produtividade. É isso, mais rentabilidade com menos custo. Por meio do Fertialfa é possível identificar a necessidade e a quantidade de cada produto para atingir um teto produtivo maior e com menos investimentos para ter a oportunidade de ampliar outros objetivos”.
Outro aspecto positivo, reforça o gestor, é que o associado pode agregar valor às produções e ficar ainda mais próximo da cooperativa, que por sua vez, além de oferecer todo o suporte e atuar com transparência, transmite segurança aos cooperados. “Nossa equipe de campo é formada por profissionais técnicos, especialistas, que fazem suas recomendações conforme a necessidade ou investimento de cada produtor. Nessa mesma linha, o programa Fertialfa auxilia no diagnóstico mais preciso no campo”, enfatiza Orlei.
Lado a lado com os associados, é possível fortalecer o sistema cooperativo, comprometido com os resultados das famílias associadas e o desenvolvimento das comunidades.
Assessoria de Imprensa Cooperalfa.