O ´CORONA´ nos reeduca!

Publicado em 09 de abril de 2020

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Dolores Rambo, Julmir Cecon, Samara Braghini e Sidivânia Peroza

O mundo tem um histórico de crises, a exemplo das fases que sucederam as duas Grandes Guerras no século passado, porém, cada momento e cada geração devem ser analisados individualmente.

O tempo atual é de ´derretimento´ global das bolsas de valores, perda acentuada de ativos, de investidores correndo para se “proteger” temporariamente no Dólar, de ansiedade sem fim a ceifar a ´fome´ de investidores pelo risco, de queda acentuada do Produto Interno Bruto mundial, e de mortes anunciadas - de pessoas e de empresas, sem contar o descontrole total dos preços das commodities. Quem diria que, um dia, um vírus pudesse mudar o rumo e a forma de vida, em pleno século 21?

Navios e aviões parados, mercadorias presas, consumidores indolentes a elevar estoques de alimentos; o Estado - já famigerado - é chamado com urgência, como se médico fosse, a “produzir” dinheiro para acudir companhias e ajudas sociais. Financeiramente, o Coronavírus fará o Planeta ficar mais pobre. Contudo, ricos e indefesos, todos entramos, forçadamente, na mesma caravela da vulnerabilidade e da insegurança, sem contar que a nuvem da exploração informativa, seja pelo excesso ou pelas Fake News, também nos embriagou.

Se alguém tinha dúvida de que vivemos na era globalizante, só lembrar dos vários dias de confinamento, em casa, de asiáticos e latinos, de ruas e fábricas vazias e das lágrimas pelos que partiram, sem que nada pudesse ser feito, muitos, sobretudo na Europa, sem poderem se reunir para os velórios. Na ´sala´ ao lado, uma minoria se beneficiando do medo, vendendo “medicamentos” e máscaras a valores desproporcionais.

Que lições serão colhidas?

De que ninguém é onipotente e, de fato, um ponto na “rede”, afeta toda a rede. E nós, somos os ´nós´ dessa teia. A “internet-vírus” apavorou e esclareceu ao mesmo tempo; salvou e ´segregou´ para depois unir, num novo pensamento. Quem sabe, um desses pensamentos, seja o de migrarmos para uma alimentação mais alcalina (que eleva o sistema imunológico), cuidar da higiene e das emoções e, aproveitar para evoluirmos na consciência de jamais sermos os mesmos, especialmente no que tange à diminuição da velocidade social, na ampliação da solidariedade e na humildade de aceitarmos nossas fraquezas e limitações.

Aprendemos que todos os ecossistemas estão interligados, ou seja, uma ação aqui, afeta milhões de pessoas ali. E mais: que a vida não se resume a gastar e a pagar boletos.

O ´corona´ nos mostra que estar "presente" não é exatamente algo físico. E que eventos, reais ou virtuais, podem semear discórdia, ou soprar a paz. Cada habitante desfruta do livre arbítrio e o poder, entre ´vibrar´ na escuridão, ou de sentir-se ´preso´ na liberdade. A escolha é individual. 

O que Jesus responderia diante do caos? Na noite de tempestade em alto mar, em resposta ao medo de Pedro, o mestre respondeu: “ande sobre as águas!” Ele não criticou o discípulo por temer, apenas ressaltou que ele poderia ser superior à tempestade. Com esta analogia, compreendemos que o nosso "andar sobre as águas" é resgatar os verdadeiros valores humanos que deixamos de lado na luta diária pela sobrevivência. Estamos aqui para realmente viver nosso esplendor de SER HUMANO e não apenas “sobreviver”. 

Os autores deste artigo integram da Assessoria de Imprensa da Cooperalfa




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