Gianne Gemeli Wiltgen: “Valorizar a vida do jeito que ela se apresenta”

Publicado em 27 de abril de 2020

Comentário(s)

Covid-19 ou Coronavírus foi o que mais ouvimos falar nesses últimos dois meses. Isolamento social por decreto, minimizou os impactos.
O vírus causou e ainda causa muito medo em parcela da população. A mídia, principalmente a televisão, conseguiu instalar clima de “guerra” no mundo. Politicagem não faltou em cima da “ocasião”, quando todos deveriam, apenas, cooperar e se cuidar.  

Como minimizar sofrimentos e rever modelos de higiene, sem esquecer da saúde mental? O pavor instalado causou mais ´estragos´ do que o próprio vírus. 

Como viver bem em meio ao caos informativo? Psicóloga, sexóloga, terapeuta familiar e de casais, Gianne Gemeli Wiltgen também é professora do curso Alfa Jovem. Acompanhe:

•    Na vida, tudo vem para ensinar algo. O que o Covid–19 está nos ensinando? 

“Em meio a pandemia, há um bombardeio de informações alarmistas. O autocontrole emocional  vai fazer toda diferença. Caso contrário, teremos mortes pelo coronavírus e mais ainda por outros motivos, como doenças decorrentes do medo instalado. Estávamos com excesso de muitas coisas, muito trabalho, falta de tempo, consumo desmedido. De uma hora pra outra, vem um bichinho invisível a olho nu e nos faz olhar para nós. Agora temos tempo. Se o ser humano vai aprender, não sabemos; somente quem se permitir a isso”. 

•    Seria então, ver o “ouro” contido na situação? 

“Verdade. Qualquer situação, mesmo que seja trágica, nos ensina. Nesse caso, a não aglomeração, mais tempo em casa e para a família, ver como está essa relação familiar”. 

* Muitos são do grupo de risco e isso impacta até na família. Até que ponto devemos mesmo, nos preocupar com o Coronavírus? 

“Como a morte é um tabu, temos a tendência de ´fazer de conta´ que ela não existe, que nunca vai chegar e aí sim vira fantasma e vem o medo. Devemos, isso sim, pensar na vida que estamos levando, se estamos nos realizando com o que estamos fazendo, se estamos de bem com as pessoas ao nosso entorno, se estamos aprendendo o que for possível, e fazendo o melhor pelo outro. Se a pessoa vive assim, ela tem menos medo da morte. Vamos, à medida do possível, nos afastar da mídia alarmista”.

•    Gianne, você tem medo do coronavírus? 

“Não tenho medo. Já passei por perdas, cedo, e aprendi a aceitar a vida. O ´desligar´ da vida pode ser por diversas formas, por um acidente, ataque cardíaco, entre outros motivos. O meu aprendizado é: viva a vida da melhor forma que você puder, em cada fase que você está. 

•    O vírus, ou veio, ou virá, e vai depender de cada um de nós a forma que encara. Importante cuidar da saúde física e mental. Somos o que pensamos. Pensamentos, emoções e sentimentos criam a realidade. Qual é a dica nesse sentido? 

“Vamos ver o lado bom de tudo. Se estamos em casa, que façamos desse tempo o melhor possível: aproveitar a família, criar brincadeiras com os filhos, dialogar, colocar a conversa em dia. Uma vez por dia, olhar uma fonte segura de informações sobre o covid-19, para, sim, estar informado. Há um bombardeio muito grande nas redes sociais, muitas notícias falsas”. 

•    O vírus se comporta diferentemente dependendo da região, atingindo mais grandes centros como SP e RJ. Concordas? 

“Somos um país privilegiado até pelo clima. Estamos ´na frente´ devido as providências tomadas logo no início da propagação da pandemia. Até dia 14 de abril, tínhamos 5 mortes por milhão de pessoas, enquanto Espanha estava com 363 por milhão, e Itália 322”.  

•    ...e depois que tudo passar, ainda seremos os mesmos? 

“Com o tempo, a rotina volta, mas esperamos que não voltemos a ser como éramos; que tenhamos aprendido a lição do momento. Com toda evolução que o ser humano já conquistou, ver que um vírus pode destruir vidas e controlar a população, serve para vermos que temos muito ainda a crescer e o quanto nossa vida é efêmera. Que saibamos valorizar a vida do jeito que ela se apresenta e assim criar novos hábitos e comportamentos sociais”. 

•    Imunidade nas alturas nessa fase de mudanças climáticas ajuda? 

“Essa é a principal recomendação, principalmente diante de um vírus que parou boa parte do mundo. Aumenta-se a imunidade de diversas formas: alimentação mais alcalina, tomar sol para sintetizar a vitamina D, praticar atividades físicas, descansar e conservar pensamentos saudáveis. Com boa saúde, criaremos imunidade ao vírus. Para quem está no risco maior, cuidados redobrados, mas sem pânico.


(Dolores Rambo – imprensa@cooperalfa.coop.br) 


 




Comente


Leia também

Conhecer para Cooperar

02 de setembro de 2016

Dia Nacional do Campo Limpo envolve 1.200 crianças em Chapecó

18 de agosto de 2016

Cooperalfa reuniu quadro de lideranças em agosto

14 de outubro de 2016

Gestão das propriedades em Ipuaçú

23 de agosto de 2016

As oportunidades da crise

01 de setembro de 2016

Identificada nova praga de pastagens em Santa Catarina

23 de agosto de 2016

Cooperalfa inicia o ano do seu cinquentenário

05 de janeiro de 2017

Contatos Cooperalfa

Contatos dos setores

Trabalhe na Cooperalfa

Ligar para matriz
(049) 3321-7000

Av. Fernando Machado, 2580-D
Passo dos Fortes
Chapecó / SC