Água e Mudanças Climáticas

Publicado em 18 de marÇo de 2020

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Água e Mudanças Climáticas

O Dia Mundial da Água é celebrado no dia 22 de março. O objetivo é alertar as pessoas, empresas e entidades sobre a necessidade de proteger e preservar os recursos ambientais, especialmente a água.

Considerando que o ciclo da água está diretamente ligado ao clima, em 2020 o lema é “Água e Mudanças Climáticas”.

O que está acontecendo?

As mudanças climáticas já afetam a vida de bilhões de pessoas, porque alteram o regime de chuvas e podem provocar o aumento da ocorrência de eventos hidrológicos extremos, como enchentes e secas. Esses eventos afetam a oferta de água, resultando em significativas perdas materiais e humanas.

As previsões para o futuro indicam que as mudanças climáticas vão tornar a oferta de água cada vez menos previsível e confiável. As tendências atuais de exploração, degradação e poluição dos recursos hídricos, já alcançaram proporções alarmantes, e podem afetar a oferta de água num futuro próximo caso não sejam revertidas.

O que podemos e devemos fazer?

1. Em casa: Como cidadãos, devemos usar os recursos ambientais e em especial a água, com responsabilidade. Em relação à água, deve-se evitar o desperdício, adotando medidas tais como: verificar constantemente e consertar os vazamentos; no uso das torneiras, adotar o lema “abriu, usou, fechou”. No chuveiro,  quanto mais rápido o banho, maior a economia. Nas residências com piscina, priorizar a limpeza e uso de cloro, em vez de substituição constante da água. Não lavar o carro com mangueira pois chega-se a gastar 600 litros para um veículo. Só lavar o carro uma vez por mês, com balde de 10 litros, para ensaboar e enxaguar. Na lavação de garagens e calçadas, use a água da sobra da máquina de lavar roupas. Nas cidades, o destino correto do lixo e a implantação de sistema de tratamento de esgoto, são medidas coletivas fundamentais para a proteção da água.   

2. Na indústria: priorizar a adoção de processos tecnológicos que reduzam o consumo de água por unidade produzida, reduzir o desperdício e, para determinados setores, fazer o reuso da água. Outra medida é cuidar do descarte adequado dos efluentes industriais, preservando rios, mananciais e fontes de recursos hídricos. O consumo de água representa custos para a atividade produtiva. Reduzir sua utilização e tratar efluentes é cortar despesas e, mais do que isso,  é contribuir para preservar a saúde e melhorar a qualidade de vida das pessoas e do meio ambiente.

3. Na agricultura: nesse setor, é importante adotar um sistema de gestão integrada da água, isto é, adotar várias práticas que, no conjunto, auxiliam a diminuir os riscos de escassez de água na propriedade, devido às estiagens e secas. Entre as práticas, pode-se citar, a proteção das nascentes como uma das formas mais eficientes de recuperar e proteger a água. Essas fontes devem estar protegidas do pisoteio dos animais e da ação do homem, para que possam brotar e encher de água pura os córregos, riachos e rios. Da mesma forma, é importante recompor e manter a mata ciliar ao longo dos rios, como forma de proteção das margens contra erosão e poluição da água. Outras medidas são a adoção de práticas conservacionistas que protejam o solo e reduzam perda de água por evaporação, como o plantio direto e sistema de cultivo em nível ou patamares, que podem contribuir para a infiltração e conservação da água pelo solo. Quando a terra está coberta por vegetação, favorece a infiltração da água alimentando os lençóis freáticos subterrâneos, que são grandes reservatórios de água doce. Outra medida importante é a captação da água da chuva e armazenar em cisternas, principalmente para propriedade que produzem suínos, aves e leite, onde a necessidade de água é pontual e diária. A perfuração de poços artesianos também é uma medida que ajuda no abastecimento de água nas propriedades, porém, dependendo da vazão do poço, tem que ser usada com critério, a fim de evitar o seu esgotamento. Também é importante considerar essa água subterrânea como um recurso estratégico, devido ao custo mais elevado de exploração e pelo risco de esgotamento, caso o poço não seja bem manejado. E, por último, mas não menos importante, evitar o desperdício de água no uso dos equipamentos e instalações.

Fonte desse conteúdo: Comitê de Gerenciamento de Bacias Hidrográficas dos Rios Chapecó e Irani e Bacias Hidrográficas Contíguas.

Legenda da foto: e/d: Clenoir Soares, coordenador ambiental Alfa e Vilmar Comassetto, Dr. em Gestão da Água     

Site www.aguas.sc.gov.br/comite-chapeco-irani

 




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