Raízes do equilíbrio

Publicado em 05 de setembro de 2018

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O solo é o maior reservatório de água do planeta e uma verdadeira fonte de vida e saúde. Novas técnicas de agricultura biológica prometem ampliar esse potencial de alimentar milhões, elevando a qualidade do solo e proporcionando um novo patamar de cultivo agrícola, com preservação dos recursos naturais.

Após disseminar técnicas como agricultura de precisão em pequenas e médias propriedades, o Projeto Fertialfa inaugura uma nova fase, investindo no moderno conceito de agricultura biológica. Acostumado a produzir através de culturas anuais como milho e soja, agora o agricultor torna-se um cultivador de coberturas nas entressafras.

Na Alfa, o ano de 2018 marca o início da disseminação do policultivo de coberturas de solo. Mais de dois mil hectares com misturas de sementes foram cultivados em propriedades de associados da cooperativa, visando preparar o solo para as culturas comerciais. A meta, para os próximos ano, é ampliar essa área.

Uma tarde de campo realizada no dia 31 de julho apresentou o conceito de agricultura biológica a cerca de 30 associados de Chapecó e Guatambu, no oeste catarinense. O evento contemplou duas áreas com cultivo das misturas de sementes, na propriedade da Mitra Diocesana em Guatambu e na área de Ivo e Edson Tafarel, em Alto da Serra, Chapecó.

Conforme o engenheiro agrônomo, Ferdinando Brustolim, o evento resgatou as coberturas de adubação verde. Conforme ele, solo produtivo é questão de equilíbrio entre os elementos químicos e físicos do solo. Dessa forma, os policultivos de coberturas são  ferramentas auxiliares no manejo, melhorando a infiltração de água no solo. “São práticas e ferramentas que o plantio direto apresentou no passado e foram deixados de lado. Queremos fomentar isso novamente, uma prática de extrema importância para médio e longo prazo”, explicou.

O que é policultivo de cobertura

Segundo agrônomos, o policultivo com cinco espécies de cobertura produz três vezes mais palha por hectare.

Hoje, a maior parte dos agricultores trabalha com adubação verde, mas de forma isolada, com o plantio de apenas uma cultura. O policultivo de cobertura consiste em uma seleção de variedades, que vão fornecer os nutrientes necessários a cada uma das culturas comerciais. Na propriedade da Mitra Diocesana, os agricultores viram o solo coberto por uma mistura de centeio, nabo e aveias branca e preta, preparando o solo para a soja. Já na propriedade de Ivo e Edson Tafarel, a área onde vai ser plantado milho tem a cobertura de aveias, ervilhaca e nabo.

A diversidade de raízes e a grande quantidade de biomassa melhoram a microfauna do solo: bactérias e fungos benéficos para a produtividade agrícola. Quando se decompõe na superfície, as plantas de cobertura deixam o ambiente preparado para as plantas comerciais. “As coberturas produzem muita matéria orgânica, que é o grande diferencial entre um solo e outro”, explica o engenheiro agrônomo da Epagri, Leandro do Prado Wildner.

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