Um País que respira o AGRO

Publicado em 06 de julho de 2018

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•   Romeo Bet

Este artigo foi publicado na edição de julho da Revista Cooperalfa. Leia na edição digital.

Na China, “hotéis” de até 13 andares para criar suínos. Nos EUA, quase 1/3 do milho vira Etanol, além da produção de pneus tendo a soja como um dos componentes. Por aqui, parte da frota brasileira de veículos “bebe” cana-de-açúcar. E o Brasil briga na parte de cima do topo mundial em carnes, grãos e frutas, e é campeão planetário em recolhimento de embalagens de agroquímicos, ou seja, é AGRO sendo gente grande.

E lembrar que 45/50 anos atrás derrubávamos mato com machado. E sobrou bastante área verde! O Brasil produziu em 2017, 242 milhões de toneladas de grãos em apenas 7,6% de seu território, sendo que 21% dessa parcela é preservada. Em matas nativas, temos 66% do total das terras do País. Para produzir alimentos, a Dinamarca usa 76,8% de seu território; a Irlanda, 74,7%; a Holanda, 66,2% e o Reino Unido, 63,9%. (Guanaes 2018) 

Jamais devemos ser a favor do desmatamento. Apenas queremos, como agricultores, que as informações não sejam maquiadas ou distorcidas, afinal, o Brasil tem a agricultura mais sustentável do Planeta, e isso soma o cuidado com recursos hídricos. Nosso AGRO nutre 35% do Produto Interno Bruto – PIB, somando desde a engenhosidade dos fatores de produção, passando pela indústria e a logística, até a prateleira do supermercado. 

Nos últimos seis anos o setor de grãos se fortaleceu como nunca, com safras cheias e preços espetaculares. Lógico, já não se pode falar o mesmo da área de carnes que, além de ter seu custo de produção elevado para além das expectativas, vai passar em banho maria 2018 e, que sabe, um trecho de 2019, por conta dos problemas da Operação Carne Fraca I e II, e demanda interna ainda por decolar.

Em terras catarinenses, o destaque é a diversificação com competência técnica, seja via cooperativas ou empresas privadas. O padrão de vida do agronegócio catarinense é de dar inveja e não vem apenas da biociência e da tecnologia; vem do esforço marcante das famílias rurais que, além de renda, são agraciadas pela paz que acalenta, pelo sentimento comunitário que aproxima, pelo solidarismo que humaniza e pela harmonia como resultante. Viva a agricultura!

Romeo Bet é presidente da Cooperalfa e integra os conselhos gestores da Ocesc, Fecoagro e Aurora Alimentos.

Este artigo foi publicado na edição de julho da Revista Cooperalfa. Leia na edição digital.
   
 




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