Genética 4.0 promete desmamar 54 leitões por matriz/ano

Publicado em 21 de maio de 2018

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Avanços ocorridos até aqui tiveram como base seleção genética; nos últimos anos genômica, edição de genes e novas tecnologias da indústria 4.0 permitem avanços contínuos e expressivos

A meta é ousada e a execução depende de um profundo debate que envolve a indústria suinícola e a sociedade. As empresas de genética que atuam no Brasil dizem que é possível, no ano de 2060, uma matriz desmamar 54 leitões por ano. Parece inimaginável, mas não custa lembrar que em 1994 a meta ousada era chegar a 24 desmamados/fêmea/ano (DFA). Hoje, os melhores criadores já desmamam em torno de 36 leitões. Mas o que isso tem a ver com a indústria 4.0? Tudo.

Os avanços ocorridos até aqui tiveram como base a seleção genética. Nos últimos anos, a genômica, a edição de genes e as novas tecnologias da indústria 4.0, como o Big Data, permitem avanços contínuos e expressivos. Em suma, hoje é possível encontrar os melhores reprodutores entre milhões espelhados pelo mundo todo. O que vem pela frente? Quem faz uma prospecção e sustenta a possibilidade de desmamar tantos leitões por matriz é o presidente da Associação Brasileiras das Empresas de Genética de Suínos, Alexandre Rosa. Ele fez palestra durante a Conferência Info360, que reuniu alguns dos melhores produtores e fornecedores da suinocultura brasileira e de outros países da América do Sul.

Para isso, destacou o palestrante, a genética vai usar cada vez mais tecnologias como Big Data, capaz de selecionar os melhores entre os melhores indivíduos a partir de um número gigantesco de informações, mesmo em grupos com milhões de indivíduos, seleção de genes, que eliminam características negativas do animal, e até células tronco embrionárias dos testículos repassadas dos melhores animais para os inferiores, que passarão a produzir espermatozoides do doador, levando consigo a carga genética mais apurada.

“A tecnologia da informação fez uma revolução no setor de genética. Hoje temos mais de 250 milhões de animais cadastrados em uma data base. Ao mesmo tempo que vêm informações do animal de fora, volta informação daqui, através de relatório das granjas. Assim começa o melhoramento. Essa informação está em nuvem. Tem muita gente de TI (Tecnologia da Informação) processando informação para a genética. Isso faz uma diferença absurda dentro do negócio”, destaca.

54 DFA

Nesse rumo, explica Alexandre Rosa, é possível chegar a 54 DFA em pouco mais de 40 anos, até 2060. A produção de carne mais que dobrar, de acordo com ele, passando de 4 mil quilos em 017 para 8.745 quilos/fêmea/ano. Além disso, o número de desmamados por leitegada também deve aumentar, de 13 animais em 2017 para 21,5 em 2060.

“Do ponto de vista da genética, os profissionais (da área genética) não têm dúvida de que dá para chegar a 64 DFA. Os programas genéticos estão selecionando fêmeas com pelo menos 18 tetos. Se a sociedade vai aceitar a gente não sabe, vai ser preciso um debate. A genética diz que é possível chegar, mas vai depender ainda de capacidade de estruturação e do consumidor. A gente não tem claro até onde vai (o avanço genético)”, pontua.

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Fonte: O Presente Rural




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