Entidades ligadas ao agro emitem notas com relação à paralisação dos caminhoneiros

Publicado em 25 de maio de 2018

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Nesta sexta-feira, 25 de maio, diversas entidades ligadas ao agro, emitiram nota oficial sobre a paralizacao dos caminhoneiros, que já provoca perdas bilionárias no setor – das propriedades rurais às indústrias.

Em nota, a OCB – Organização das Cooperativas do Brasil, disse que a paralisação dos caminhoneiros reflete nas atividades das cooperativas e, diante do movimento legítimo dos transportadores, cobra um posicionamento do Governo Federal.

Leia a nota da OCB

A paralisação dos caminhoneiros, iniciada no último dia 21/5, tem causado grande preocupação ao movimento cooperativista. A mobilização traz graves reflexos econômicos, forçando a interrupção das atividades das cooperativas agropecuárias brasileiras, que atuam nas diversas cadeias do agronegócio, em especial, as de lácteos, aves, suínos e peixes.

Pela característica dessas atividades, a logística de suprimento de insumos e as operações envolvendo produtos perecíveis são diretamente impactadas pela atual situação, fazendo com que os empreendimentos cooperativos sejam forçados a paralisar, por exemplo, suas linhas de abate e processamento, pois a capacidade de estocagem não consegue suportar a inviabilidade de escoamento da produção. Assim, prejuízos têm sido acumulados a cada dia e vários já são os empreendimentos que notificaram o início ou necessidade de suspensão de suas atividades.

Na medida em que o tempo passa, a situação se torna cada vez mais crítica, acirrando os prejuízos não apenas às cooperativas e aos produtores cooperados, como também a toda população.

O cooperativismo brasileiro, representado pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), reconhece que a motivação da manifestação é legítima, dados os impactos diretos ocasionados ao setor produtivo e serviços de transporte pelos consecutivos aumentos nos preços dos combustíveis em todo o País. Dessa forma, torna-se imprescindível uma imediata atuação do Governo Federal no sentido de se chegar a um adequado entendimento junto às lideranças do movimento, mitigando assim os prejuízos e evitando o colapso no abastecimento interno e nas exportações.

Sindicarne e ACAV

Da mesma forma, Sindicarne e ACAV emitiram comunicado à imprensa manifestando preocupação com “as graves – e algumas irreparáveis – consequências desse movimento para a economia e a sociedade catarinense e brasileira”.

O Sindicato das Indústrias da Carne e Derivados no Estado de Santa Catarina (SINDICARNE) e a Associação Catarinense de Avicultura (ACAV), em face da continuidade da greve dos caminhoneiros, vêm a público para manifestar sua preocupação com as graves – e algumas irreparáveis – consequências desse movimento para a economia e a sociedade catarinense e brasileira.

A paralisação total da circulação de bens, mercadorias, matérias-primas e insumos nas rodovias estaduais e federais afetou todo a imensa cadeia produtiva da carne, forçando a suspensão das atividades de dezenas de indústrias frigoríficas e prejudicando as atividades pecuárias em mais de 20 mil propriedades rurais.

No campo, os estabelecimentos rurais que atuam nas áreas de avicultura, suinocultura e bovinocultura leiteira deixaram de receber ração para nutrição animal, pintinhos e outros serviços e insumos, sendo obrigados a adotar a restrição alimentar em seus plantéis. Simultaneamente, a produção acabada não pode ser retirada. O prolongamento da greve colocou a base produtiva agropecuária em situação de gravíssimo risco, determinando a inutilização de milhões de litros de leite que já começam a ser descartados e colocando em sofrimento nutricional os animais.

A ameaça atual e iminente é de perda massiva de ativos biológicos com início de mortandade nas principais regiões produtoras. Santa Catarina tem um plantel permanente de 5 milhões de suínos e 118 milhões de aves alojadas que, a partir de agora, entram em regime crítico de sobrevivência. Se esse quadro se confirmar poderá haver imprevisível impacto de ordem sanitária.

Nas áreas urbanas, as plantas industriais de abate e processamento de aves e suínos deixaram de receber cargas vivas e insumos, ao mesmo tempo em que estão impedidas de escoar os produtos acabados para os portos e os grandes centros de consumo. A capacidade de estocagem a frio dessas unidades está exaurida e o processo produtivo resultou estrangulado. Dessa forma, os frigoríficos paralisaram parcial ou totalmente as atividades em todo o Estado.

Além do incalculável prejuízo econômico e financeiro, os óbices que o setor industrial enfrenta agravarão a situação brasileira no mercado mundial em face do não cumprimento dos contratos internacionais de fornecimento de proteína animal a diversos países.

SINDICARNE e ACAV compreendem o drama que os transportadores enfrentam com a atual política de preços dos combustíveis e apelam para que Governo e grevistas aprofundem o diálogo em busca de uma solução com o necessário apoio do Congresso Nacional. É urgente encontrar uma solução pois, nesse estágio, uma das mais avançadas cadeias produtivas do País está seriamente afetada e a sociedade brasileira ameaçada de desabastecimento.

Nota oficial da FAESC

Da mesma forma, em nota, a Faesc disse apoiar o movimento dos caminhoneiros e pede respeito ao setor rural.

A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (FAESC) reconhece a legitimidade do movimento de paralisação dos transportes que ocorre em todo o País.

É notório que a política de reajuste de preços dos combustíveis adotada pela Petrobras penaliza e inviabiliza amplos setores da economia brasileira. O aumento reiterado e abusivo do preço do Óleo Diesel não afeta apenas as empresas de transportes e os caminhoneiros autônomos mas, também, prejudica os produtores rurais que utilizam esse combustível em máquinas e implementos agrícolas.

Nesse momento particularmente grave da história brasileira é necessário que o Governo, o Congresso Nacional, o Poder Judiciário e as categorias profissionais em greve discutam e formulem uma equação para a política de reajustes do combustível. Essa política não pode se restringir a isenção parcial ou temporária de tributos, pois seria apenas medida paliativa e procrastinadora de uma solução.

O que o Brasil necessita é uma política de longo prazo para os combustíveis, orientada para estimular o trabalho e a produção, melhorando as condições de produtividade e competitividade dos produtos nacionais no Brasil e no exterior.

A FAESC e as classes produtoras rurais estão solidárias com os caminhoneiros. A Federação, entretanto, apela para o senso de justiça dos caminhoneiros no sentido de cumprir o acordo firmado nesta semana em Brasília com o comando de greve, para a liberação das cargas vivas (aves, suínos, bovinos etc.) e de rações que circulam nas rodovias federais e estaduais, bem como parte dos produtos acabados que abarrotam os frigoríficos.

Esse acordo impedirá a derrocada do sistema produtivo, evitando a falência das famílias rurais e a ruína das agroindústrias da carne. É preciso lembrar que essa cadeia produtiva passa por sua pior fase com a perda de importantes mercados e pesados prejuízos financeiros.

Caminhoneiros e produtores rurais são irmãos na missão de construir um Brasil com justiça social, igualdade de oportunidades, valorização do trabalho, estímulo aos empreendimentos e combate sem tréguas à corrupção.




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