“A vida sempre terá prioridade”

Publicado em 29 de marÇo de 2018

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A frase que dá título a esta reportagem foi dita por um pai que viveu o drama de lutar pela vida do filho até mesmo quando não existem esperanças. Superada a batalha, esse mesmo pai, ao lado da esposa, assumiu uma missão. “Queremos sensibilizar para a importância da doação de órgãos. É o gesto mais nobre que se pode ter diante da dor de perder um familiar. O meu filho só está vivo porque outro pai e outra mãe disseram sim para a vida de estranhos”, diz Jandir Smiderle, pai do garoto Dener, que há dez anos passou por um transplante de coração.

Um grande milagre circundado outros milagres. Assim pode ser resumida a vida de Dener. Um menino que com poucos meses de vida recebeu o duro prognóstico de ter uma miocardiopatia congênita que se agravaria ao logo dos anos. Rosi e Jandir, mãe e pai que lutaram as mais duras batalhas com as forcas que pareciam não mais existir, por amor! Um amor que se reflete no olhar para o filho. Carregam o brilho de quem nunca desistiu, mesmo quando a morte era questão de horas ou dias. “Fé é perseverança”, diz Jair Smiderle, pequeno agricultor, em Irati, no Oeste catarinense.

Vencida a maior batalha, a de salvar a vida do filho, Rosi, Jandir e Dener abraçaram uma nobre missão. “Queremos sensibilizar para a doação de órgãos. Se uma família, num dos piores momentos de sua vida, não tivesse tido esse gesto de generosidade, meu filho não estaria mais aqui”, diz Jandir.

Eles não conhecem a família do doador, mas a mãe de Dener confessa. “Todas as noites rezo por aquela mãe”. Por ética, a famílias do doador e do receptor não se conhecem. “Até porque pode haver rejeição e seria uma dor maior ainda”, afirma Jandir. Nomes, neste caso, não importam para Rosi. “Fico pensando... como é a vida, o filho de outra mãe morreu e o meu viveu... eu não a conheço, mas rezo por ela”, fala com convicção.

A família de Dener já viveu os dois lados da doação de órgãos. Pouco tempo após o transplante do garoto, Andressa, de apenas 17 anos e sobrinha de Rosi, faleceu em um acidente e a família doou todos os órgãos. “Em uma festa de família ela falou que doaria os órgãos. Quando ela faleceu, eu estava no hospital com o Dener passado mal... e o pai dela ligou pedindo o que fazer... aí eu contei sobre a vontade dela... e eles respeitaram. Não havia mais o que fazer por ela, e sua ultima missão foi ajudar outras pessoas a terem qualidade de vida”, diz Rosi. “No momento de grande dor, pensar em amenizar a dor de outras famílias que aguardam na fila de espera por um órgão é um dos gestos mais nobres que existe”, acredita Jandir.

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