Milho: projeção é de redução da produção e aumento da demanda

Publicado em 10 de janeiro de 2018

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As previsões apontam para redução da oferta e aumento da demanda mundial na safra 2017/2018.

Diante disso, a expectativa é de preços firmes para o cereal na temporada que se inicia no país.

O clima terá papel fundamental, pois se houver perdas na safra brasileira, a cotação sofrerá forte pressão de alta.

No Brasil, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima uma redução da área de milho de primeira safra (milho de verão) em 9,6%, ou seja, 528,10 mil hectares a menos, em relação à safra anterior.

Tal perda de espaço justifica-se pela substituição do cereal por outras culturas com maior liquidez e rentabilidade, principalmente a soja, que se consolidou como principal cultura de verão no país.

Em relação à produtividade, também é aguardada uma queda tanto no milho de primeira safra (9%) como de segunda safra (0,3%), devido as adversidades climáticas nesse ciclo.

Dessa forma, está prevista uma queda de 5,7% na produção brasileira em 2017/2018, frente a 2016/2017. A expectativa é de 92,22 milhões de toneladas, frente as 97,84 milhões de toneladas colhidas na safra passada.

Um ponto que vale ressaltar são os estoques maiores que deverão aliviar a disponibilidade interna, limitando as altas de preços.

Os estoques finais em 2016/2017 foram estimados em 19,43 milhões de toneladas. Para 2017/2018 estão previstas 23,55 milhões de toneladas.

Cenário Mundial

Apesar dos Estados Unidos terem colhido uma safra recorde em 2017/2018, cujo volume foi de 378,78 milhões de toneladas, as condições climáticas desfavoráveis na América do Sul e a possibilidade da chegada da La Niña projetam queda de produção em países como o Brasil e a Argentina.

Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), os estoques finais mundiais de milho para a safra 2017/2018 estão estimados em 204,08 milhões de toneladas, volume 10,2% menor frente a 2016/2017.

No mercado interno, passado o final de ano, a expectativa é de preços firmes até a colheita da safra de verão, ou seja, meados de fevereiro até março.

O mercado futuro aponta para alta de preço no primeiro trimestre de 2018 da ordem de 4,8%, considerando os preços vigentes no mercado físico em janeiro/18*.

Para a segunda metade de 2018, caso o clima fique dentro da normalidade é esperado um viés de baixa nos preços, em função da pressão da colheita do milho de segunda safra.

Porém, vale lembrar que uma condição climática desfavorável e revisões para baixo da produção poderão dar sustentação às cotações até junho/julho.

*preços vigentes no dia 04/01/2018

Fonte: Scot Consultoria




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