SC apresenta reforço no plano de emergência avícola

Publicado em 23 de outubro de 2017

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Novo instrumento pode entrar em operação no caso de uma emergência avícola. É uma máquina cuja finalidade é eliminar lotes de aves de forma operacionalmente rápida e biologicamente segura.

Santa Catarina desfruta da melhor condição sanitária do Planeta, livre das doenças que afetam centenas de países e comprometem a saúde animal de várias espécies. O preço desse status é a eterna vigilância, por isso, agroindústrias, governo e produtores rurais atuam em conjunto para evitar e controlar qualquer ocorrência que possa afetar a segurança sanitária por meio do Plano de Emergência Avícola.

Criar uma estrutura operacional e logística para o extermínio rápido de grandes plantéis de aves, em eventuais casos de ocorrências sanitárias, é uma exigência do plano de emergência avícola que todos os Estados devem ter. Trata-se de um cenário hipotético que deve ser imaginado como possível para que todas as ações de intervenção, correção e controle sejam previstas e estruturadas. Assim, se ocorrer, a cadeia produtiva estará equipada para reagir com rapidez e eficiência.

Nesta semana, em Concórdia, a Associação Catarinense de Avicultura (ACAV) apresentou a representantes de entidades de defesa sanitária de Minas Gerais, Santa Catarina e Paraná, além da Associação Brasileira da Proteína Animal (ABPA), um novo instrumento para entrar em operação no caso de uma emergência avícola. É uma máquina fabricada nos Estados Unidos – a AVI Foamguard ST3, da marca Kifco – cuja finalidade é eliminar lotes de aves de forma operacionalmente rápida, biologicamente segura e gerencialmente eficaz.

A máquina emite uma espuma atóxica e biodegradável que permite eliminar rapidamente e sem dor, grandes plantéis – mais precisamente, 1.000 aves por minuto – e preservar as condições sanitárias de toda a cadeia produtiva. É a primeira do país e sua demonstração foi feita sem o emprego de aves na Granja Salvin, área rural de Concórdia.

 “O maior patrimônio da cadeia industrial avícola de Santa Catarina, considerada a mais avançada do país, é seu status sanitário”, realça o diretor executivo da ACAV Ricardo de Gouvêa. A aquisição do equipamento foi motivada pela consciência preservacionista.  Nesse aspecto essencial reside a importância em adquirir e incorporar um equipamento de proteção e controle sanitário inédito no Brasil e de tecnologia avançada.

Os elos da cadeia produtiva – criadores, indústrias, técnicos – preparam-se para um evento, trabalhando intensamente para que ele, na realidade, jamais aconteça. Os participantes da demonstração avaliaram como uma avançada ferramenta, extremamente útil dentro do plano de emergência avícola. “uma questão de segurança nacional” em razão de sua expressão econômica e social.

De acordo com Gouvêa, a iniciativa da ACAV, instituição que reúne os principais conglomerados agroindustriais de aves, é colocar em ação esse moderno equipamento nos casos em que a eliminação total de plantéis de aves torna-se imperiosa para garantir a sanidade do setor.

O diretor executivo da ACAV Ricardo de Gouvêa explica que a gigantesca dimensão da cadeia produtiva catarinense – a segunda maior do país – torna necessário esse equipamento. Santa Catarina abate cerca de 1 bilhão de aves por ano, criadas por 10 mil avicultores do sistema de integração agroindustrial.

“Se houver necessidade de eliminar alguns plantéis por motivos sanitários, estaremos lidando com milhares e, talvez, milhões de frangos que seriam abatidos  nos próprios estabelecimentos rurais. Isso não pode ocorrer de modo manual e improvisado, mas de forma científica e humanizada”, explica Gouvêa.

A preocupação máxima da Associação Catarinense de Avicultura é o absoluto controle sanitário em face da importância econômica, social e humana da avicultura para Santa Catarina e o Brasil.

MB Comunicação




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