Soja: Preços em Chicago reagem à falta de chuvas para plantio no Brasil

Publicado em 22 de setembro de 2017

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Previsões da AgResource mostram boa distribuição e regularidade das precipitações somente em outubro e cotações marcam os US$ 10 nos vencimentos mais distantes em Chicago. Além disso, a demanda intensa - nos EUA e no BR - também são combustível para a recuperação das cotações na CBOT.

Matheus Gomes Pereira, analista de mercado da AgResource, em Chicago (EUA), destaca que a alta do mercado da soja na Bolsa de Chicago (CBOT) nesta sexta-feira (22/09) decorre de alguns fatores técnicos, uma vez que as médias móveis estavam estacionadas a US$9,80/bushel e o mercado vinha tentando testar essa resistência. Esse fator coloca um suporte e um impulso nos preços quando não há fatores fundamentais que possam influenciar nas movimentações.

Por outro lado, o mercado chinês também se mostra muito aquecido na parte das proteínas animais, com necessidade de ter cada vez mais um volume maior de soja no país. Com isso, os embarques apontam para um momento bastante aquecido, com anúncios de venda dos Estados Unidos de mais de 1 milhão e 300 mil toneladas. O Brasil também passa por uma campanha de exportação recorde, tanto na soja quanto no milho, a qual é tomada, em grande parte, pela China, já que os preços no país estão atrativos para o mercado comprador.

Entretanto, há um cenário de incerteza por parte do exportador brasileiro, que prefere não realizar garantias de venda de exportação se o contrato de compra não tiver sido feito anteriormente. Contudo, os preços giram em torno de R$60 a R$64 no interior, o que não é atrativo para os produtores.

Colheita e expectativas nos EUA

A colheita deve se iniciar nas próximas semanas no cinturão agrícola. Algumas áreas que já estão sendo colhidas mostram bastante variabilidade nos números que estão sendo obtidos. Pereira salienta que nenhum produtor informou ter colhido quantidades superiores às de 2016 até o momento.

A AgResource também foi a campo e detectou que a quantidade de sementes por vagem na soja em Illinois e Iowa diminuiu drasticamente. O mesmo vale para o milho, cujas espigas por acre estão em um número inferior. Com isso, o analista acredita que não há justificativa para os altos números divulgados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

No ano passado, tanto grão por vagem, número de vagem por planta e peso por grão eram fatores que indicavam uma alta produtividade para a soja. Neste ano, essas variáveis não vêm indicando o mesmo.

Plantio na América do Sul

O mercado internacional também terá mais atenção para o Brasil e para a Argentina neste momento. Pereira lembra que não é comum o plantio em setembro no Brasil e, neste momento, o tempo seco ainda não oferece condições para o plantio.

Em outubro, o padrão climático deve entrar em normalidade, embora o Centro-Oeste ainda deva observar chuvas mais baixas. Mesmo assim, o analista não vê nenhuma ameaça generalizada para esse começo de plantio.

A AgResource também não visualiza a ocorrência de um La Niña nessa safra. Mesmo que o esfriamento do Pacífico aumente, a tendência é que ele não chegue nos níveis necessários para caracterizar o fenômeno.

Fonte: Notícias Agrícolas




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