HF: Por que os preços no varejo são bem maiores que ao produtor?

Publicado em 06 de setembro de 2017

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A diferença expressiva entre o preço que o horticultor vende seus produtos e o que está exposto na gôndola do supermercado é algo que incomoda o produtor brasileiro de frutas e hortaliças. Assim, é quase uma convenção que os HFs são caros ao consumidor e a remuneração ao produtor é baixa. Mas isso é mito ou verdade? Esse e outros quatro fatos a respeito da comercialização de hortifrútis são “desvendados” na matéria de capa desta edição da Hortifruti Brasil, do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP.
 
Um deles é a interpretação de que altas margens de comercialização representam bons lucros ao varejo. O estudo ressalta que é importante não confundir margem com lucro. As margens de comercialização incluem, além do lucro/prejuízo, os custos de comercialização envolvidos na cadeia de frutas e hortaliças frescas. Assim, grandes margens de comercialização podem não ser um indicativo de bons lucros. Elas podem representar uma série de custos e de ineficiência que fazem o produtor receber menos do que o custo do produto, e o consumidor acaba pagando mais do que ele vale, de fato.
 
A margem de comercialização corretamente calculada é a diferença entre o preço de um quilo do produto no supermercado e o valor da quantidade correspondente comprada do produtor, já descontadas as perdas no processo de comercialização. Em se tratando delas, um ponto destacado pelo professor Geraldo Sant’Ana de Camargo Barros, entrevistado do Fórum desta edição, é o mito que as perdas no segmento de frutas e hortaliças tornam as margens de comercialização mais elevadas. No entanto, nem sempre o combate às perdas pode resultar em margem menor. Ao contrário, dependendo dos custos envolvidos nesse processo, a margem pode se ampliar ao invés de diminuir. Assim, o professor considera que o combate às perdas é uma decisão técnico-econômica. 

Fonte: Cepea




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