Chapecó 100 anos: as cooperativas fazem parte dessa história

Publicado em 14 de agosto de 2017

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* Marcos A. Bedin

Desde os primórdios da fundação do município, emergiu um movimento que iria plasmar a formação econômica como reflexo da natureza associativista das etnias aqui presentes: o cooperativismo.

Potencialidades e deficiências marcam os 100 anos de emancipação do município de Chapecó que catalisa as vantagens e encargos de polarizar uma extensa região formada pelo oeste catarinense, sudoeste paranaense e noroeste sul-rio-grandense.

A atual base territorial em nada lembra a vastidão dos 14.000 quilômetros quadrados que, em 1917, constituíam seu território, demarcado pelas fronteiras com a República Argentina, os Estados do Rio Grande do Sul e Paraná e o meio-oeste catarinense. Embora seja, hodiernamente, 5% da expressão territorial do passado, Chapecó ampliou e consolidou, nessa trajetória de quase nove décadas, sua liderança como centro econômico, político e cultural.

A pujança econômica reside em uma agricultura moderna, um avançado parque agroindustrial, uma sólida indústria metalúrgica e florescente segmento de empresas de base tecnológica. Nas últimas décadas, Chapecó encontrou uma nova vocação: constituir-se em centro de serviços de, praticamente, todas as áreas da atividade humana – e, em especial, na saúde e na educação. Sua importância política pode ser medida pela representação nos poderes constituídos e nos órgãos de governo instalados.

A condição de centro cultural deve-se, em grande escala, às 26 instituições de ensino superior instaladas no município que, além do ensino formal de graduação, desenvolvem ações de extensão e pesquisa. Nessas áreas, a classe artística presta importante contribuição, produzindo, promovendo e interagindo com os diversos públicos.

Nesse cenário, desde os primórdios da fundação do município, emergiu um movimento que iria plasmar a formação econômica como reflexo da natureza associativista das etnias aqui presentes: o cooperativismo. A primeira cooperativa de crédito surgiu no extremo-oeste, quando Itapiranga era uma fração do território do Velho Chapecó. O movimento alastrou-se para todos os segmentos e, hodiernamente, as maiores cooperativas dos ramos agropecuário, crédito, transporte, infraestrutura e saúde estão sediadas nessa área. Tornaram-se paradigmas nacionais de sucesso empresarial a Cooperativa Central Aurora Alimentos e a Cooperativa Agroindustrial Alfa, ao lado, por exemplo, de Unimed, Unicred, Sicoob, Sicredi etc.

As deficiências de Chapecó são próprias de um município em desenvolvimento, com demandas sociais superiores à capacidade de atendimento do Poder Público. O fenômeno migratório conhecido como êxodo rural, resultado de uma dinâmica socioeconômica peculiar nos países em desenvolvimento, foi exasperado – no passado recente – pela excessiva divulgação dos programas sociais-assistenciais do município, resultando no espantoso crescimento da periferia.

Constituída, de regra, por uma população hipossuficiente, a periferia representa uma grande parcela da população a assistir, criando necessidades de empregos, vagas escolares, leitos hospitalares, remédios e medicamentos, cestas básicas etc., sem mencionar os maciços investimentos exigidos para sua urbanização e infraestruturação. Controlar esse processo, é vital para reequilibrar os níveis de qualidade de vida em Chapecó.

Nos últimos anos, o município aperfeiçoou os instrumentos da política de apoio à expansão econômica mediante estímulos fiscais (isenções, reduções e imunidades) e estímulos materiais (terrenos, terraplenagem, acessos, energia etc.).

Esse cenário realça os desafios de um universo ultradinâmico e nervoso, e credencia Chapecó como o maior, melhor e mais preparado centro urbano regional, cujo maior patrimônio é seu povo – uma gente alegre, amante da paz e do trabalho, otimista com o presente, confiante no futuro, temperada nos mais caros valores humanos.

Refletindo essa riqueza, Chapecó desfruta do status de segundo maior centro de comunicação social do Estado de Santa Catarina. Essa posição é mensurada pelo número de veículos de comunicação em funcionamento e pelos recursos humanos ocupados na área.  Para os padrões brasileiros, impressiona o fato de Chapecó, uma cidade de médio porte, sediar tantas empresas de comunicação. A ação dos meios de comunicação de massa manifesta-se em duas esferas. No plano psicossocial, são poderosos instrumentos de formação, informação e educação, contribuindo fortemente para a formação da cidadania. No plano social, exerce importante papel na integração da comunidade.

Chapecó em seu primeiro centenário contou com duas forças sociais poderosas: a cooperação e o a comunicação.

* Marcos A. Bedin, Jornalista, diretor da MB Comunicação e diretor regional da Associação Catarinense de Imprensa (ACI)




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