Tempo de monitorar e prevenir doenças do trigo

Publicado em 19 de julho de 2017

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O trigo semeado nos meses de junho e julho encontra-se em fase incicial de perfilhamento ou de desenvolvimento vegetativo. Nesse período, o produtor precisa estar atento para o ataque de pragas e doenças iniciais como Oídio, manchas foliares, ferrugem, Giberela e Brusone, fazendo o monitoramento das lavouras e principalmente agindo de forma preventiva com aplicações de inseticida, fungicida e herbicida.
Este ano a cultura de trigo sofreu uma redução de área plantada de aproximadamente 50% em toda a região da Cooperalfa, devido aos volumes excessivos de chuva na época de plantio e a desmotivação gerada pelos baixos preços praticados na safra passada. Em Campo Erê-SC, segundo o gerente da Alfa, Neudi Bodaneze, apenas 800 hectares foram ocupados pelo trigo este inverno, cerca de 50% a menos que na safra passada. Outra particularidade desta safra tem sido os baixos volumes de chuva, ocorridos no período de pré-perfilhamento (30 a 40 dias após o plantio), prejudicando o andamento das aplicações de Nitrogênio na cultura. Na filial de Campo Erê, por exemplo, o associado Levino Schneider (no dia da reportagem 12 de julho) estava aguardando a chuva para aplicar uréia no trigo. Já fazia 30 dias que havia semeado o trigo e até então não havia chovido. Aliás, em toda a região de abrangência daquela filial estava implorando por chuva, que só caiu nos dias 16 e 17 de julho, apenas 10 mm.
O engenheiro agrônomo Luiz Carlos Ludwig, da filial de Campo Erê, chama atenção para a importância do monitoramento semanal na lavoura, entre técnico e produtor, aliado a aplicação dos defensivos rotacionando o princípio ativo e o modo de ação, a fim de ter uma melhor eficiência no controle depragas e doenças. Ele orienta que a primeira aplicação seja feita no perfilhamento da cultura, prevenindo a entrada das doenças. E a segunda aplicação de acordo com o residual de cada produto utilizado. O foco das doenças depende do cultivar utilizado, época de plantio, região, clima e principalmente das ocorrências de chuva, que podem favorecer mais ou menos o aparecimento das doenças. “A falta de chuva em algumas áreas no período de germinação pode ter prejudicado o estande e atrasado a aplicação de nitrogenados, dois eventos que podem comprometer a produtividade da cultura”, exemplificou Ludwig.
Sobre o Nitrogênio no trigo, o ideal é fazer duas aplicações: uma no perfilhamento e outra na fase de pré-florescimento. “Nas áreas onde faltou chuva, o produtor tem a opção do N líquido, como plano B. Este ano, o baixo volume de chuva no período de perfilhamento, provocou a germinação desuniforme ou variação de desenvolvimento da cultura e isso pode interferir na qualidade do grão lá na frente. “Por isso, independente do clima, o produtor precisa fazer sua parte, para assegurar a qualidade”, defendeu Luiz. Além do mais, tudo indica que os preços lá na colheita estarão mais atrativos, uma vez este ano houve redução significativa de área na região Sul. O associado Levino Schneider sempre plantou trigo e reconhece que a cultura é de alto risco. “Talvez nesses anos todos, considerando unicamente a rentabilidade proporcionada pela cultura no inverno, eu tenha apenas empatado. “No entanto, precisamos considerar todos os benefícios da cultura para o sistema de produção de soja e milho”. Ou seja, o trigo gera benefícios indiretos na fertilidade química, física e biológica do solo, na supressão natural de pragas e na cobertura vegetal da lavoura.
Levino, juntamente com sua esposa Rosane e o filho Bruno Henrique (sucessor), plantou 50 hectares de trigo confeitaria, na resteva do milho, e aplicou 300 quilos de N/hectare e mais 300 kg do adubo 8-20-20 por hectare. Ele espera colher pelo menos 65 sacas por hectare.Numa área total de 130 hectares, não abre mão de fazer rotação de culturas, para controlar a incidência de pragas e doenças nas áreas. Além do trigo no inverno, ele também cultiva aveia e azevém. 

 

Assessoria de Imprensa Cooperalfa

    
 




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