Jovem, conectado e com maior presença feminina

Publicado em 26 de julho de 2017

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Esqueça a imagem do produtor que vive isolado e só consegue se informar a respeito do que acontece no mundo quando vai à cidade fazer compras. O campo está cada vez mais conectado e a tecnologia auxilia tanto no manejo quanto na obtenção de informações no dia a dia. Além disso, o segmento está mais feminino e jovem. Essas são algumas das constatações da pesquisa Hábitos do Produtor Rural, conduzida pela Associação Brasileira de Marketing Rural e Agronegócio (ABMRA) e divulgada recentemente.

Para o estudo, foram entrevistados, in loco, 2.835 agricultores – 2.110 agricultores e 725 pecuaristas. Eles se dedicam a 11 culturas – algodão, arroz, batata, café, cana-de-açúcar, feijão, laranja, milho, soja, tomate e trigo – e quatro atividades animais – pecuária de corte, pecuária de leite, avicultura e suinocultura -, em 15 estados. A presença da mulher em funções de decisão nos empreendimentos rurais triplicou em relação a 2013, ano em que a última edição do levantamento foi realizada, e passou de 10% para 31%.

Já a idade média dos produtores rurais caiu 3,1%: hoje, é de 46,5 anos. Segundo a pesquisa, 21% dos entrevistados têm curso superior, especialmente agronomia (42%), veterinária (9%) e administração de empresas (7%). O trabalho também investigou os hábitos de compra, o envolvimento dos produtores com as novas tecnologias e as mídias que consultam para sua informação pessoal e profissional.

Nesse quesito, ficou claro que a inovação também está presente fora da porteira. Televisão e rádio, veículos de comunicação considerados tradicionais, abriram espaço para as redes sociais e para aplicativos de comunicação instantânea, como o WhatsApp. Entre as mídias digitais, o “zap” lidera a preferência dos produtores rurais com 96%, seguido pelo Facebook, com 67%. Depois, chegam YouTube, com 24%; o Messenger, com 20%; o Instagram, com 8%, e Skype, com 5%.

A televisão aberta perdeu espaço – mesmo que pequeno – na preferência dos produtores rurais. Ainda assim, permanece na liderança como o meio de comunicação mais usado. Pelo menos 92% dos respondentes da pesquisa têm na TV o principal meio de atualização e informação. Na pesquisa de 2013, o percentual dessa mídia era de 95%. Já o rádio cresceu 7% em relação ao levantamento de 2013. Hoje, é usado por 75% dos produtores. A internet também apresentou aumento de 7,7% e abocanhou 42% das referências. Os jornais têm 30%; a TV paga 28%; e as revistas, com 27%.

No caso das tecnologias, entre os agricultores, há um destaque maior para aquelas voltadas à produtividade, como adubação (95%), pulverização (82%) e controle de pragas (80%). Já os pecuaristas investem preferencialmente em adubação das pastagens (57%), rotação de pastos (52%), controle de enfermidades (36%) e uso de cerca elétrica (35%). As maiores preocupações dos criadores são a saúde (41%), a nutrição animal (18%), a gestão das propriedades (13%) e a mão de obra (9%).

Desafios e conhecimento

O economista Marcus Antônio Teodoro Batista, especialista em agribusiness, pondera que as novas gerações estão percebendo que o agronegócio pode ser um negócio mais seguro e rentável, embora esteja sujeito a riscos. “Se bem administrado, o agro pode dar resultados melhores do que carreiras tradicionais, pois tem muitas possibilidades de atuação, quer seja em commodities, em hortifrúti ou pecuária”, exemplifica.

O rejuvenescimento do campo, na visão dele, dá um novo impulso ao segmento, uma vez que há uma busca por resultados mais rápidos. Mas alerta: a inovação precisar estar associada à experiência de quem conhece o funcionamento do agronegócio. “A tecnologia é importante, mas não substitui o feeling humano, a capacidade de fazer uma boa negociação com o fornecedor. Ela é um meio”, defende.

O cenário político-econômico desafiador exige cada vez mais profissionalização do produtor, enfatiza o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (FAEG), José Mário Schreiner. “O planejamento e a estratégia são peças chaves no sucesso do produtor. Também é preciso cada vez mais participar ativamente da construção das políticas públicas e setoriais, para que junto às entidades representativas possamos suplantar os problemas políticos que tanto prejudicam nosso setor e nossa sociedade”, declara.

Fonte: ABMRA




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