As bases da Cooperalfa




​Este espaço visa homenagear e preservar a memória dos 39 agricultores que assinaram a ata de fundação da Cooperalfa, em 29 de outubro de 1967, na época com o nome de Cooperativa Mista Agropastoril de Chapecó. 




Adino Tonin (em memória)




Adino Tonin nasceu em Farroupilha, RS. Mudou-se para Santa Catarina da década de 1940, para a comunidade de Alto da Serra, Chapecó, onde residiu por muito tempo. Casado com Amália Seben Tonin, teve três filhos e cinco netos.​ 


Adino Fez parte do primeiro Conselho de Administração da Cooperativa Tritícola D’Oeste Ltda. Foi uma pessoa sempre envolvida com a comunidade e em serviços comunitários. 

Para a neta Miriam, o avô sempre chamou a atenção por ser uma pessoa ativa, carinhosa e muito envolvido com a família. Se relacionava muito bem com todos. Faleceu em 02 de outubro de 1997, em Chapecó-SC.



Alcides Antônio Biffi Fin (em memória)



Nasceu em 09 de outubro 1931. Casou-se com Vilma Riboli Fin, com quem teve seis filhos. Motorista e agricultor, foi um dos fundadores da Cooperalfa e trabalhou na cooperativa durante 22 anos, se aposentando em 1989. Foi convidado a participar da cooperativa por funcionários do Banco do Brasil. Entre os anos de 1981 a 1985 foi assessor de administração da Cooper Central Aurora. 


Em 1985 foi eleito Vice-Presidente da Alfa, exercendo também a função de diretor de compras. Foi ainda 2º Vice-Presidente da Cooperativa de 1967 a 1970, 1970 a 1973 e 1ᴼ vice presidente de 1973  a 1977 e de 1977 a 1981. Em 1999 foi convocado por Aury Bodanese para ser um dos interventores no processo de incorporação da Cooper São Miguel, com atuação no Extremo-Oeste catarinense. Foi conhecido como um ativo participante dos eventos esportivos promovidos pela Cooperalfa.  Faleceu em 17 de março de 2009.


Depoimento da esposa, Wilma Fin - “A Alfa era nossa casa, lá nos sentíamos muito bem. Valeu muito a pena a trajetória na cooperativa, pela amizade, pelo carinho, pela dedicação do povo. É a nossa família, um pedaço da gente que ficou na Alfa”. (Entrevista a Elisandra Forneck em 01/07/2008).


Palavras de Alcides Fin - Em entrevista ao Jornal O Cooperalfa – edição de dezembro de 1989, Fin declarou que um dos fatos mais marcantes de sua trajetória na cooperativa aconteceu no primeiro ano. Na época, a Alfa recebeu 30 mil sacas de feijão nos pavilhões da Efapi. Segundo ele, logo após a fundação, muitos agricultores tinham receio com relação à cooperativa. “Como tava o Banco do Brasil, o Zanchet era muito conhecido, muito querido pelo pessoal, ele foi um bom gerente, ajudou o pessoal, tudo ficou mais seguro, achamos que ia dar certo”. 



Antônio Onghero (em memória)




Nasceu na Itália em 1887, chegou ao Brasil aos 08 anos de idade. Casou-se em 02 de março de 1907, em Linha Silva Jardim, RS, com Maria Anzolin Onghero com quem teve 11 filhos. Faleceu aos 88 anos, em 06 de agosto de 1975, em Chapecó - SC. Segundo a família, mantinha um maravilhoso parreiral. Toda a família se esbaldava na época da colheita da uva. O vinho que produzia era conhecido pela ótima qualidade.



Aury Luiz Bodanese (em memória)




Nasceu em 03 de julho de 1934, em Linha Tapir, Barão do Cotegipe, Rio Grande do Sul. Casou-se com Zelinda Santa Catarina Bodanese, com quem teve quatro filhos. Faleceu em 30 de janeiro de 2003.


O presidente de honra da Cooperalfa, Aury Luiz Bodanese, no dia 1º de setembro de 1997, recordou a história de fundação da cooperativa e falou da influência que teve o Banco do Brasil nesse processo. "O então gerente Setembrino Zanchet foi a principal peça na reestruturação da Alfa, foi ele que alavancou a idéia do cooperativismo no Oeste".


Aury explica que o Banco do Brasil precisava executar o preço mínimo na região, comprar e comercializar a produção agrícola e não tinha estrutura para isso. Setembrino Zanchet recorda que na década de 60, o Banco era quem fazia as operações de AGF (Aquisição do Governo Federal), preocupando-se, entre outras coisas, até com a armazenagem. "Isso era muito trabalhoso, e o que o Banco ganhava não compensava", garante Zanchet. "Para se ter uma ideia, compramos, no ano de 1965, 300 mil sacas de feijão e 800 mil sacas de milho. Imaginem o trabalho que isso gerou ao Banco". 


Foi com base nessa necessidade que Zanchet batalhou para reativar o sistema cooperativista, que já havia iniciado na região, porém sem êxito. Antes da Cooperalfa, de 1961 a 1964, funcionou a Cooperativa Tritícola Oeste Catarinense Ltda, com sede na rua Nereu Ramos em Chapecó. E de 1964 até a fundação da Cooperativa Agropastoril Chapecó Ltda - 1967 (antigo nome da Cooperalfa), não existia cooperativa. "A tentativa com a Tritícola havia fracassado", acrescentou Bodanese.


Em 1965, Zanchet começou a fomentar na região a ideia de criar uma cooperativa, que cuidasse das atividades agropecuárias, de forma mais eficiente que o Estado. Com o apoio da Acaresc, Setembrino coordenou inúmeras reuniões na região, que culminaram, em 1967, com a I Efapi realizada em Chapecó. O então gerente garante que o envolvimento comunitário gerado por esta feira foi tão grande, que estimulou, em outubro de 1967, a estruturação da Cooperativa Mista Agropastoril de Chapecó Ltda.


Aury recorda que, quando convidado por Setembrino para dirigir a Cooperativa, era depositário do Banco do Brasil. "Na ocasião que o gerente me propôs a missão eu já estava acertando minhas contas com a agência para me mudar para São Paulo. No início fiquei na dúvida, mas Zanchet foi insistente e, depois de muita conversa, me convenceu. Setembrino lembra que, de fato, no início, Aury não queria topar a empreitada. "Porém, precisávamos de uma cabeça com experiência e ele era a pessoa ideal". Zanchet garante que, quando Aury topou ser o líder do movimento, foi importante para toda a classe agrícola da região, pois ele tinha um excelente conceito perante todos. "A seriedade de Bodanese foi fundamental nos primeiros passos", disse Zanchet.



Carlos Antônio de Azambuja Loch (em memória)




Nasceu em Uruguaiana, no Rio Grande do Sul, em 07 de dezembro de 1941. Com cinco anos mudou-se para Porto Alegre, onde se formou em Agronomia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Fez concurso para a ACARESC em Rio do Sul - SC, onde passou a trabalhar. 


Em 1967 foi transferido para a regional de Chapecó, onde permaneceu por dois anos. De Chapecó foi transferido para Florianópolis, de onde passou a viajar o Estado todo fazendo reuniões e prestando assistência técnica aos agricultores. 


Foi um dos fundadores do Jornal da Produção, editado pela OCESC entre 1973 e 1980. Também foi secretário da agricultura de Santa Catarina no governo de Adolfo Konder Reis no período de 1978-1980. Foi diretor de operações da COCAR – Companhia Catarinense de Armazenamento. Depois de um período na COCAR, voltou a trabalhar na Epagri até se aposentar, em 1999. 

Loch foi casado com Ivoni Loch, que reside atualmente em Florianópolis-SC, com quem teve 3 filhos. Faleceu em 09 de abril de 2009.



Chisto Romano Cella 




Nasceu dia 14 de julho 1937, em Colônia Cella, Chapecó-SC. Entre os anos 1954 e 1956 saiu de Chapecó para estudar em Passo Fundo. No colégio (internato) trabalhou para custear as despesas com o estudo. Também estudou em Caçador no colégio Aurora. Ainda neste período prestou serviço militar na respectiva cidade.


Mudou-se para Brasília em 1959, onde residiu por mais de oito anos, trabalhando como administrador em uma indústria de madeira. Voltou a Chapecó e dirigiu a madeireira Cella, de propriedade de sua família. Posteriormente, iniciou suas atividades como agropecuarista. Para Chisto Cella,  "O sistema cooperativista é o melhor caminho para a agricultura, a união faz a força". 


Foi ainda presidente da Câmara de Vereadores de Chapecó de 01/02/1979 a 31/01/1981. 


Atualmente, divide sua vida entre Chapecó e suas terras em Nova Mutum, no Mato Grosso. Em 2010, concluiu especialização em Perícia e Licenciamento Ambiental em Nova Mutum. ​Casado com Rosedalia Ferreira Cella, tem quatro filhos. 



Dário Sperry (em memória)




Nasceu em Nonoai, Rio Grande do Sul, em 27 de março de 1897. Dário trabalhou como balseiro, além de ser proprietário de uma ervateira. Trabalhou ainda nos correios no Marechal Bormann, Chapecó-SC e foi intendente da prefeitura naquele local. 

Foi casado com Albertina Olinda Ferst Sperry com quem teve três filhos. Faleceu no dia 13 de fevereiro de 1987, aos 89 anos. 



Delferino Angelo Strapazzon




Primogênito de 14 irmãos, Delferino nasceu em 28 de maio de 1939, em Vila Oeste, Guaporé, hoje União da Serra, no Rio Grande do Sul. Aos 10 anos foi para o Seminário, mas desistiu de ser padre. 


Instalou-se em Chapecó no ano de 1964. Na época, comentava-se que Chapecó era a terra de progresso, de futuro, um tronco rodoviário da região. “Lá, no Rio Grande, era uma safra de milho por ano. Aqui, se falava de duas safras, a gente achava que era uma coisa extraordinária”, lembra.  Foi agricultor, líder comunitário ativo, envolveu-se em sindicatos, igreja e cooperativa.


“Eu estive presente na inauguração da pedra fundamental da estrutura da Fernando Machado, e fiquei pensando... o que vai ser da cooperativa? Pelo jeito vai ser uma potência. E foi o que aconteceu, cresceu e se expandiu. Eu fico bobo com o tamanho que a Alfa tem hoje. Me sinto orgulhoso de ter participado com um tijolo para este edifício Alfa”. 


Casou com Neli Sgarbossa Strapazzon, com quem teve sete filhos. Viúvo, atualmente reside em Nova Itaberaba, Santa Catarina. 



Edio Zart (em memória)




Nasceu em 08 de fevereiro de 1936, em Lageado, Rio Grande do Sul. No final da década de 1930 mudou-se para a região de São Carlos, no Oeste catarinense, onde se casou em 11 de setembro de 1957. Em 1961, ocorreu a mudança para linha Monte Alegre, Chapecó, onde trabalhava como agricultor. 


Edio foi vice-presidente da Cooperativa de Laticínios de Chapecó, assumindo a presidência quando Valmor Lunardi deixou o cargo. ​Foi casado com Margaretha Polmeyer Zart, com quem teve 8 filhos. Foi para Anchieta em 1976, onde administrava o hotel e restaurante da família - Hotel Petrópolis. Permaneceu lá até seu falecimento, em 07 de setembro de 1996. 



Erlindo Donadello (em memória)




Nasceu em Nova Prata, Rio Grande do Sul, em 30 de agosto de 1920. Chegou ao Oeste catarinense por volta de 1940. Trabalhava com lavoura e foi o trigésimo nono produtor a instalar um aviário em Chapecó. Casou-se com Angelina Maria Minosso Donadello, com quem teve nove filhos. Faleceu em 07 de novembro 1992. O filho João seguiu os passos do pai e hoje é associado da Alfa.



Fiorelo Onghero (em memória)




Nasceu em nove de julho de 1929, em Guaporé, no Rio Grande do Sul. Saiu de sua terra natal em 1940, junto com a família, com destino a Passo dos Índios - hoje Chapecó. Em solo catarinense, plantavam trigo e milho. Desenvolviam ainda as atividades de suinocultura e avicultura. No ano de 1942 construíram uma serraria. 

“Cooperativa é trabalhar todo mundo junto... Hoje me sinto comovido em ver a Alfa tão grande. A cooperativa é uma potência hoje... O meu pai sempre dizia que cooperar é você ajudar para depois ser ajudado”. 
Atualmente, Fiorelo reside no bairro Trevo, em Chapecó.



Fiorindo Scussiato (em memória)




Fiorindo Scussiato nasceu em 11 de fevereiro de 1912, no município gaúcho de Veranópolis. Chegou em Chapecó, SC, por volta de 1936, recém casado com Catarina Regina Arcego Scussiato, com quem teve nove filhos. Possuía um moinho, era agricultor e trabalhava com suínos. Foi conselheiro fiscal da Cooperativa Tritícola do Oeste. Faleceu em 30 de setembro de 1990.



Fortunato Baldissera (em memória)




Nasceu em 21 de abril de 1903, em Anta Gorda, no Rio Grande do Sul. Chegou a Chapecó por volta de 1940. Era agricultor e, junto com os irmãos, foi proprietário da serraria e casa de comércio. Foi casado com Emília Bellato Baldissera (em memória), com quem teve sete filhos. Faleceu em 13 de agosto 1975, aos 72 anos.



Geromim Antônio Guolo




Geromim Antônio Guolo nasceu em 04 de fevereiro de 1937, em Guaporé, no Rio Grande do Sul. Em 1940 mudou-se para a região de Coronel Freitas. Foi comerciante e prefeito de Coronel Freitas entre 1977 e 1983. Em 1973 comprou terras no Mato Grosso, ainda quando a região era pouco povoada. Em 1993 se mudou para lá. Reside hoje na cidade de Campo Verde, onde cuida da sua fazenda. É casado com Celina Delezia Botan Guolo, com quem teve seis filhos.



Giácomo Plínio Sirena (em memória)




Nasceu em 09 de setembro de 1915, em Vacaria, no Rio Grande do Sul. Estudou em Passo Fundo, onde se formou como técnico em contabilidade em 1935. Instalou-se em Chapecó, Santa Catarina no ano de 1950. Foi um dos fundadores e ainda trabalhou na Cooperativa Tritícola, auxiliando ainda a Cooperchapecó. Quando deixou a Cooperalfa, abriu seu escritório - Sirena Contabilidade, onde trabalhou até se aposentar. 


Segundo o neto Tiago, Sirena foi contador do Colégio São Francisco, do Seminário, do Colégio Bom Pastor e da Igreja matriz de Chapecó.  Ensinou a profissão de contador para familiares e conhecidos que lhe procuravam para aprender o ofício. Muitos destes, hoje são renomados contadores. Com um profundo conhecimento, era constantemente procurado em casos de notificações, por fazer defesas melhores que muitos advogados. Plínio Arlindo de Nes, certa vez, deu uma caminhonete rural para Sirena como agradecimento pelos serviços prestados à comunidade. Serviços estes, muitas vezes, realizados gratuitamente.


Conforme a família, várias vezes Sirena foi convidado para participar da política, mas nunca aceitou. Sirena atuou ainda como contador na Força e Luz, empresa fornecedora de energia. Foi um dos fundadores do Hospital Santo Antônio, além de ser contador e administrador do mesmo. Durante sua gestão, foi construída a ala da maternidade. Mantinha uma paixão por esta instituição. Tanto que, um dos seus últimos pedidos é que fosse internado no hospital que ajudou a fundar.


Muitos dos livros da sua biblioteca foram doados para a Biblioteca da Unochapecó. Casado com Maria Demarco Sirena, teve três filhos. Faleceu em 27 de dezembro de 1992.



Giacondo José Cella (em memória)




Nasceu em Chapecó, Santa Catarina, no dia 13 de fevereiro de 1927. Foi secretário de administração da Cooperalfa por duas gestões. Também foi líder da cooperativa por 10 anos, além de suplente do conselho fiscal entre 1977 e 1978. Foi ainda sócio fundador e membro da diretoria do Sindicato Rural de Chapecó, presidente da Escola Municipal Colônia Cella e presidente da comunidade de Colônia Cella. Muito atuante na comunidade, fez várias doações de terra para empreendimentos comunitários. 


Em depoimento ao Jornal O Cooperalfa, em outubro de 1988, Cella lembrou que, na década de 1930 Chapecó era um pequeno povoado, com algumas choupanas de tábua bruta, uns trilhos por onde passavam os cargueiros, uma vendinha e uma bodega. Contava ainda que a economia da região baseava-se na venda de banha e toucinho de porco, transportados de carroça até Joaçaba, no meio oeste catarinense.


No depoimento, Cella recordou ainda que a produção muitas vezes era perdida devido as dificuldades de escoamento. Na época em que a Cooperalfa foi fundada, havia grandes dificuldades de comercialização, escoamento da produção e armazenamento. “Não existia assistência técnica, nem ninguém que se preocupasse com o agricultor”, declarou. Cella foi procurado por Setembrino Zanchet, Gil Tosi e Aury Bodanese, que lhe explicaram o plano que tinham em mente. “Era o tal do cooperativismo que, na época, parecia um bicho de sete cabeças porque o pessoal era ressabiado”. 


Cella gostou da ideia. “Então passei a ajudar a turma a espalhar a intenção pra vizinhança”. Alertado por muitos de que estava se metendo em uma fria, Giacondo continuou apostando que daria certo. “Não tínhamos outra saída, precisávamos de algo que levantasse o agricultor”.


Em meio a muitas dificuldades, enfim, o escritório foi instalado numa casa alugada no centro de Chapecó. “Em pouco tempo o bicho de sete cabeças foi desmistificado e foi provado por A mais B que o cooperativismo é a força da agricultura”. 

Giacondo foi casado com Lourdes Amabile Favaretto Cella, com quem teve dez filhos. Era irmãos de Pedro, Chisto, Orlando e Antônio Cella. Faleceu em 24 de julho de 1998.  



Gil Caetano Tosi




Gil Caetano Tosi nasceu em Joaçaba, Santa Catarina, no dia 15 de julho de 1934. Por cinco anos, estudou em Passo Fundo, no Rio Grande do Sul, onde concluiu o curso científico (hoje ensino médio), num colégio metodista. Mudou-se para Chapecó no ano de 1954. 


Foi funcionário público no fórum do município durante um ano. Posteriormente, prestou concurso público para o Banco do Brasil, onde trabalhou por muitos anos como fiscal da carteira de crédito. Devido a sua função na instituição, visitava muitos agricultores a fim de fiscalizar se os empréstimos eram aplicados de maneira correta no campo. 


O então gerente do Banco do Brasil, Setembrino Zanchet, solicitou a Tosi uma busca por pessoas para formar uma diretoria e reestruturar a cooperativa tritícola. “Eu quero fazer o cooperativismo nascer e renascer em Chapecó”, dizia Zanchet ao funcionário.


Tosi atuou ainda como interventor do Banco do Brasil em algumas cooperativas no Oeste catarinense como a Cooperativa Xaxiense (que em fusão com a cooperativa de Chapecó formou a Cooperalfa) e a cooperativa de Palmitos (hoje CooperA1). Sua maior satisfação, declarou Tosi, foi “acabar com a história de que cooperativa só tinha ladrão”. 


Tosi foi casado com Maria Atahir Marciel (falecida em 2016), com quem teve cinco filhos. Ele, até hoje, reside em Chapecó onde é proprietário de uma imobiliária. 



Hermínio Tissiani (em memória)




Nascido no município gaúcho de Guaporé, em 3 de junho de 1908, Hermínio Tissiani morou em Sarandi, até transferir-se com a família para Chapecó, em 1947. No entanto, as atividades madeireiras da família iniciaram ainda na década de 1930, no Passo Bormann e em Guatambu. Na época, Chapecó era uma imensa floresta de araucária. "Quando andávamos a cavalo, encontrávamos nas trilhas do caminho pinheiros caídos com mais de um metro de espessura. O cavalo quase não conseguia atravessar. Eu tinha que puxar o animal e meu companheiro vinha atrás para fazê-lo seguir", conta Tissiani.


De 1960 a 1964, no Governo de João Goulart, Hermínio foi presidente do Instituto Nacional do Pinho (INP), que mais tarde passou a ser denominado Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal (IBDF), o atual Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (IBAMA). 


Sua primeira experiência com o cooperativismo ocorreu na Cooperativa Madeireira do Vale do Uruguai LTDA, atuando como diretor comercial, em 1965. Entusiasta do cooperativismo, estava muito confiante ao aceitar participar do projeto de criação de uma cooperativa agropecuária. Via que a cooperativa tinha futuro e seria uma alavanca de desenvolvimento da região. O nome de Hermínio Tissiani consta na primeira ata da Cooperchapecó. Foi um sócio atuante durante toda sua vida


Não como ex-presidente do IBAMA, mas como pioneiro de Chapecó e sócio fundador da Cooperalfa, Tissiani recorda com nostalgia das florestas nativas da região. Tempo em que os macacos pulavam de copa em copa, acompanhando os cavaleiros. "Eu andava armado, porque não podia facilitar as cobras e outros bichos", descreveu. Tissiani foi um dos mentores do projeto da Reserva Florestal de Chapecó. 
Casado com Itália Busatto Tissiani, Hermínio teve oito filhos. Faleceu em 05 de maio de 2000, aos 91 anos.


A esposa de Hermínio, Itália Tissiani, em entrevista ao jornal O Cooperalfa disse brincando: "Na época que meu marido era presidente do Instituto do Pinho, eu era a primeira dama do nó". E quando falou sério afirmou que a cooperativa é um banco para a agricultura. "Eu acho formidável o associado poder depositar a produção e esperar preço para vender, ter assistência técnica de graça, informações de mercado e ainda a comodidade de ter à disposição na cooperativa quantidade e qualidade de insumos". 



Jacinto Scapinello (em memória)




Nasceu em Barão do Cotegipe, Rio Grande do Sul, no dia 09 de outubro de 1925. Mudou-se para Chapecó por volta de 1940. No primeiro casamento teve oito filhos. Com a segunda esposa, Leda Signor Scapinelo, que atualmente mora em Chapecó, não teve filhos. Faleceu em 10 de outubro de 1995.



Jerônimo Milkievicz (em memória)




Nasceu em 30 de setembro 1906, em Barão Cotegipe, Rio Grande do Sul. Foi casado com Casemira Treziski, em memória, com quem teve três filhos. Faleceu em 1972, em Alto Serra, Chapecó.



Luiz Baldissera (em memória)




Nasceu em Encantado, Rio Grande do Sul, em 15 de novembro de 1912. Casou na cidade gaúcha de São Valentin RS com Angelina Rosa Meneguetti  Baldissera  com que teve 13 filhos. Veio para Santa Catarina em 1942. 


Segunda a filha Ulda Baldissera, era formado no que se chamava na época de “guarda livros” - pessoa que fazia registros contábeis, bancários e de pessoal, uma espécie de contador dos dias atuais.


Mudou-se para Santa Catarina com o objetivo de fazer a parte contábil da família, que trabalhava com gado, erva mate, lavoura e tinham uma madeireira em Linha Monte Alegre, Chapecó.  Baldissera também foi comerciante e trabalhou na Secretaria do Oeste como tesoureiro por 18 anos, onde se aposentou.

Segundo Ulda, o pai foi referência de honestidade para os filhos e sempre dizia que não existia pessoa meio honesta, ou era ou não era. Luiz Baldissera faleceu em 23 de maio de 2003.



Marcelo João Cella 




Marcelo João Cella nasceu em 20 de agosto de 1933 na Linha 14, comunidade que no período pertencia a Guaporé, Rio Grande do Sul. Chegou a Chapecó, Santa Catarina, com cinco anos de idade, em 27 de agosto de 1938. 


Filho de agricultores, Marcelo Cella seguiu o caminho traçado pelos pais envolvendo-se nas atividades agrícolas e pecuárias. Em 1972, construiu um dos primeiros aviários de Chapecó e também foi um dos primeiros a utilizar a tecnologia do plantio direto na região. 


Sobre a Cooperativa Alfa, o fundador enfatizou: “A gente começou a ver vantagens em se associar, eles pagavam mais [...] o que mais vendia para a cooperativa era feijão, milho, porco. A cooperativa é importante por que ela segura os preços. Lembro que na época da sua criação, o preço do sal caiu pela metade, porque os comerciantes exploravam demais”. 


Cella teve 10 filhos com a primeira esposa, falecida. Hoje é casado com Maria Mohr Welter e reside em Linha Colônia Cella, Chapecó. 



Mário Tavares (em memória)




Mário Tavares nasceu em Florianópolis, Santa Catarina, no dia 06 de janeiro de 1921. Formado em Geografia pela Universidade Federal de Santa Cataria, mudou-se para Chapecó para trabalhar como agrimensor do Incra – Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária.


Lotado na Secretaria da Agricultura de Santa Catarina, foi colocado à disposição do Incra para realizar medições de terras na região Oeste, trabalho este que realizava a bordo de um jipe. Foi interventor da Cooperativa Pindorama de Xanxerê por dois anos, como funcionário da Secretaria da Agricultura.   

Casou com Diva Trentin Tavares, com quem teve uma filha. Faleceu em 20 de abril de 1993.



Miguel Kovaleski (em memória)




Miguel Kovaleski nasceu em Palmeiras das Missões, Rio Grande do Sul, no dia 29 de setembro de 1915. Chegou a Chapecó, Santa Catarina, no final da década de 1930. Foi comerciante, madeireiro, tinha criação de suínos e também trabalhava com lavouras, além de ter indústria de beneficiamento de erva-mate. 
Segundo o filho Silvio, Miguel contava que veio a Chapecó em busca de um celeiro melhor, uma terra melhor. “Na época, aqui tinha tigre, tinha bicho, era sertão”. Miguel foi casado com Luiza Joana Maggioni Kovaleski, com quem teve 14 filhos.  Faleceu em dezembro de 1977.



Norberto Pollmeier (em memória)




Nasceu em 20 de abril de 1929, em Santa Cruz, Rio Grande do Sul. Chegou em 1972 em Monte Alegre, no Pará. Na década de 1980, participou da comissão da emancipação do distrito de Prainha, que transformou-se no município de Uruará. Pela sua contribuição ao progresso da cidade, uma das ruas recebeu seu nome. ​Foi casado com Margarida Gaier Pollmeier, com quem teve seis filhos. Norberto faleceu no dia 18 de janeiro de 2001. Margarida, que residia em Uruará, PA, faleceu em 2016.



Octaviano Boaventura Milkevicz (em memória)




Octaviano Boaventura Milkevicz nasceu em 14 de julho de 1917 na cidade de Gaurama, Rio Grande do Sul. Chegou a Santa Catarina com 35 anos de idade e se estabeleceu no distrito de Alto da Serra, Chapecó.


Confiava no tino comercial Aury Bodanese, de quem era muito amigo. Agricultor, Octaviano foi sócio-fundador da Cooperalfa. Com ideias claras e brilhantes, tornou-se um grande incentivador junto aos demais sócios. “Pessoa muito positiva, com auto-estima sempre nas alturas, suas ideias voavam como ‘águias’....” era descrito. Casou-se com Edoarda Laskoski Milkevicz com quem teve doze filhos: Diva, Olga, Genor, Mário, Lucena, Genêz, Laurentino, Paulo, Loreni, Silvana e, em memória, Ireno e Dilson.

Doou a área de terra para a Escola São Pedro e São Paulo, primeira instituição de ensino municipal de Chapecó, no distrito de Alto da Serra. No dia da inauguração, foi apartar uma briga para não estragarem a festa, levou um tiro e acabou falecendo, no dia 01 de setembro, às 23h do ano de 1972, aos 54 anos.



Odilon Serrano (em memória)




Odilon Serrano nasceu em 22 de fevereiro de 1928 em Passo Fundo – RS. Ainda na cidade natal, cursou o primário no Colégio Elementar, depois foi para o Instituto Ginasial, hoje conhecido como Instituto Educacional de Passo Fundo da Igreja Metodista, onde se formou como contador em 1948. Odilon fez parte de uma das primeiras turmas de economia da Universidade Federal de Santa Catarina. Chegou a Chapecó em 22 de fevereiro de 1949, dia em que completou 21 anos, com o intuito de abrir um escritório de contabilidade. 


Em Chapecó, ajudou na escrituração da Cooperativa Madeireira Vale do Uruguai Ltda e foi sócio do primeiro depósito da Brahma da região Oeste. Em 1953 assumiu a contabilidade da Empresa Construtora Chapecoense. 


Segundo ele próprio, foi o gerente do Banco do Brasil, Setembrino Zanchet, que o convidou para a reunião de constituição da então Cooperchapecó (atual Cooperalfa). Serrano foi um dos fundadores da Cooperalfa, sendo responsável pela organização do estatuto. Também trabalhou na cooperativa desde a fundação até 31 de março de 1983. Atuou como economista, diretor contábil, administrativo e diretor financeiro. A Cooperalfa foi uma das principais responsáveis por trazer de volta a credibilidade do cooperativismo no Oeste catarinense, além de ter promovido o desenvolvimento da região, dizia Odilon. 


Odilon foi também vereador e suplente em Chapecó entre os anos de 1954 e 1970. Foi presidente da Câmera de Vereadores de Chapecó de 03/02/1959 a 31/01/1960, 02/02/1960 a 07/02/1961 e 07/02/1961 a 31/01/1962. Odilon Serrano é um dos autores do álbum do Cinquentenário de Chapecó, publicado em 1967 e um dos fundadores do Clube dos Lobisomens, criado em outubro de 1967.

Casado com Dirce Ramos Serrano, teve cinco filhos. Faleceu no dia 15 de maio de 2016, às 11h, em Chapecó-SC, aos 88 anos, vítima de enfarte. 



Olívio Baldissera (em memória)​




Olívio Baldissera nasceu em 1925 no distrito de São Valentin, Rio Grande do Sul. Chegou em Chapecó, Santa Catarina, no ano de 1931. Segundo ele, já de início, gostou muito da nova terra. “Naquela época era tempo bom, não era que nem hoje, os maiores moradores daqui eram caboclos... mas caboclo do bem mesmo, é difícil encontrar gente igual. Eu e a Dona Esterina, depois de casados, íamos almoçar na casa da caboclada”.  


“Em 1943, 1944 e 1945 estudei em Passo Fundo, no Colégio Ginásio Conceição, dos Irmãos Maristas, fiz até o segundo ano ginasial da época”. Em 1946 Olívio serviu o Exército em Cruz Alta. “Terminou a guerra e eu fui para o exército. Depois voltei para Chapecó e não fui mais estudar. Encontrei a minha esposa, começamos a namorar e em pouco tempo já casamos. Estamos até hoje juntos, mais de sessenta anos de casados, graças a Deus, tivemos quatro filhos”, disse ele anos antes de sua morte.


A família de Olívio sempre trabalhou com madeira. “A gente serrava pinheiro, embalsava no Rio Uruguai e descia nas enchentes para São Borja e Uruguaiana, que era o comércio na época. Não tinha outra coisa para ganhar dinheiro a não ser madeira”, afirmou. Quando acabou a era da exploração da madeira, a família começou a trabalhar na agricultura. 


Para Baldissera a criação da Cooperchapecó, em 1967, veio como uma coisa boa, porque os intermediários faziam o preço que queriam. Baldissera atuou na Cooperalfa como coordenador da classificação de cereais. 


Junto com Alcides Fin, foi interventor na Cooperpindorama e é considerado um dos mais dedicados cooperativistas que já atuaram na Cooperalfa. “Para mim e para minha família, fazer parte da história da Cooperalfa foi uma escola, uma vida mais aberta”, declarou Baldissera. 
Baldissera também foi Presidente e Conselheiro Fiscal da Cooperativa Tritícola do Oeste. Fez parte do primeiro Conselho de Administração da Cooperchapecó e atuou em outras quatro gestões. Nos primeiros anos da cooperativa, Baldissera foi o responsável pelo recebimento da produção, era sócio e trabalhava na cooperativa. Ajudou ainda a formar a Cooperativa de Laticínios de Chapecó. ​Faleceu em 21 de novembro de 2014, 22 dias após a morte da sua esposa Esterina. 



Orlando Jacob Cella




Orlando Cella nasceu em 23 de dezembro 1939, em Chapecó, Santa Catarina. Trabalhou na madeireira da família na Colônia Cella. No Cooperativismo, fez parte do Conselho de Administração da Cooperalfa entre 1967 e 1973 e entre 1973 e 1977, além de ser suplente do mesmo. Foi um dos fundadores da Cooper Central Aurora, presidindo a mesma entre os anos de 1975 e 1982. 


"É importante deixar registrado que o sistema cooperativo catarinense e do Oeste, mais especificamente de Chapecó, deve muito ao Zanchet. Eu acho que na memória cooperativista o Setembrino deveria receber um capítulo a parte. Se chegasse um colono lá no banco para pedir um financiamento ele perguntava: tu é sócio da nova cooperativa? Se não é, vai lá e se associe.  Nos sábados, em vez de ir descansar, ele aparecia na cooperativa pra pedir informações sobre o andamento da mesma. Era interessado, dava um ânimo pra gente, por que nos primeiros anos sempre foi muito difícil", declarou Orlando.

Atua até hoje como agropecuarista na comunidade de Colônia Cella, Chapecó, onde reside. Foi casado com Ivone Dalmoro Cella, com quem teve três filhos. Atualmente é casado com Clédia Nieland.



Pedro Giordano Cella (em memória)




Pedro Giordano Cella nasceu em 13 de fevereiro de 1927, em Colônia Cella, município de Chapecó, Santa Catarina. É irmão de Chisto, Orlando e gêmeo de Giacondo, primo de Marcelo e Severino Cella, todos fundadores da cooperativa. Junto com a família era madeireiro e também foi agricultor.


Foi um ativo participante da comunidade de Colônia Cella, presidida por ele durante 26 anos consecutivos. Fez parte do Conselho Fiscal da Cooperalfa entre 1975 e 1976 e participou da diretoria do sindicato rural de Chapecó. Junto com os irmãos, batalhou pela energia elétrica e linha telefônica para a Colônia Cella. Articulou, junto à Secretaria do Oeste, a abertura do acesso à BR 282. Foi ainda presidente do grupo da terceira idade da Colônia Cella por duas vezes.


A matrícula de associação na Cooperalfa tem o registro número 129. Em entrevista concedida ao Jornal da Cooperalfa em outubro de 1991, Cella aponta que falar mal da cooperativa é uma contradição. “A cooperativa é o próprio associado, e não um monte de tijolos empilhados que aloja escritórios, nem uma direção composta de cinco ou seis pessoas”. 


Apontou também que seus vizinhos tinham medo do cooperativismo. “Eu não tinha porque conhecia o Bodanese, esse era um dos meus argumentos quando vinham me perguntar o que eu achava”. Na ocasião, Pedro defendia que os agricultores do Oeste catarinense consolidaram muitas conquistas com a cooperativa. A primeira, segundo ele, foi a função de regular os preços do mercado e acabar com o absurdo dos atravessadores. A segunda, a defesa dos agricultores junto aos órgãos estaduais e federais pelo seu poder de barganha.

Casado com Elza Lúcia Cella, teve sete filhos. Faleceu em 09 de setembro de 1996. Segundo a filha Joice, seu pai e sua mãe tinham um coração imenso, contagiavam com sua alegria e generosidade. Eram tão admirados por onde passavam e na comunidade onde viveram que tiveram 115 afilhados de batismo, crisma e casamento. Pedro também era conhecido na região pelo excelente vinho que produzia. 



Rivadávia Scheffer (em memória)




Rivadávia Scheffer nasceu em Encantado, no Rio Grande do Sul, em dia 24 de agosto de 1917. Chegou a Chapecó no ano de 1921. Trabalhou durante muito tempo com beneficiamento de erva-mate no Distrito de Marechal Bormann, onde também possuía terras. 


Rivadávia foi eleito vereador de Chapecó em sete eleições consecutivas, entre 1958 e 1982, sendo o campeão de mandatos na Câmara de Vereadores de Chapecó. Foi ainda presidente da Câmara de Vereadores por quatro vezes: 31/01/1967 a 31/01/1968, 03/02/1970 a 31/01/1972, 31/01/1973 a 31/01/1975 e 01/02/1981 a 31/01/1982. Por três oportunidades assumiu a Prefeitura de Chapecó, uma na gestão de Sadi de Marco e duas vezes na gestão de Milton Sander. 


Líder nato, Rivadávia foi ainda um dos fundadores do Rotary Clube Chapecó, em 1959 e Conselheiro da Cruz Vermelha em Chapecó. Também, durante quatro anos, foi presidente da Fundação Hospitalar e Assistencial Santo Antônio. Seu nome consta como sócio fundador da Sociedade Amigos de Chapecó. Recebeu várias homenagens pelas contribuições à cidade de Chapecó. Casado com Elcina Chagas Scheffer, teve cinco filhos. Faleceu em 7 de março de 1993.



Rovílio Antônio Scussiato




Rovílio Antônio Scussiato nasceu em 18 de agosto de 1932, em Erechim, no Rio Grande do Sul. Chegou a Chapecó, Santa Catarina, com apenas cinco anos de idade. Estudou no Seminário de Luzerna e Rio Negro, formando-se em Teologia. Formado em 1972, foi diácono permanente em Chapecó.


Sempre esteve envolvido com movimentos sociais, como o MST – Movimento dos Sem Terra. Consta ainda como um dos criadores da ACARPESC - Associação Crédito e Assistência Pesqueira de Santa Catarina. Foi também um dos  fundadores do Partido dos Trabalhadores de Chapecó e do Sindicato dos Trabalhadores Rurais do município, do qual também foi presidente. Além disso, foi proprietário da primeira granja de suínos de raça de Chapecó e região. 


Seu pai, Silvano Scussiato, era sócio da extinta Cooperativa Tritícola Oeste Catarinense Ltda, que funcionou de 1957 a 1964. No início dos anos 1960, o cooperativismo do Oeste andava muito mal. A Tritícola quebrou em 1964, a Cooperativa Mista Xaxiense Ltda passou por intervenção do Banco do Brasil e a Cooperativa Madeireira do Vale do Uruguai Ltda, presidida por Serafim Bertaso, também foi enfraquecendo até desaparecer. 


Porém, o então gerente do Banco do Brasil, Setembrino Zanchet, sentindo a necessidade de organizar a agricultura da região, tomou a iniciativa e convidou Rovílio Antônio Scussiato e o gerente da Acaresc, Haro Nomura, para formar um sindicato, que representasse a classe trabalhadora rural. Para reivindicar a reestruturação da Tritícola Oeste ou a fundação de uma nova Cooperativa, o Governo Federal exigia a formação de uma classe organizada legalmente, como representante das reivindicações. Por isso, organizou-se o Sindicato, presidido por Rovílio Scussiato. 


Depois de constituído o Sindicato, Zanchet solicitou um prazo ao Governo para que o sistema cooperativista fosse reorganizado e não desaparecesse do Oeste. Então, tiveram 60 dias para legalizar todos os papéis e convidar os membros que representariam a direção da nova cooperativa ou da cooperativa reestruturada - a Tritícola. No dia 29 de outubro de 1967, uma nova Era Cooperativista passou a reinar no Oeste Catarinense, com a criação da Cooperativa Mista Agropastoril Chapecó Ltda - atual Cooperalfa. A partir daí, conforme Scussiato, passou a existir uma cooperativa de verdade, forte e atuante. “A mãe que acolheu todas as outras que estavam "doentes ou desamparadas", descreveu o fundador. 


Scussiato fez parte do Primeiro Conselho Fiscal da Cooperchapecó, de 1967 a 1971. Na época da fundação da cooperativa, ajudou o gerente do Banco do Brasil, Setembrino Zanchet, a dar o ponta pé inicial na reestruturação do cooperativismo do Oeste. "Setembrino foi um grande homem", acrescentou Rovílio. Uma das mais importantes missões foi escolher quem seria o Presidente da Agropastoril Chapecó. Três pessoas foram apontadas: Rovílio Antônio Scussiato, Luíz Baldissera (que era presidente da Tritícola) e Aury Luiz Bodanese, que venceu a preferência pela sua marcante atuação como comerciante e cerealista da região. "Aury atendeu melhor os requisitos de dirigente, pela sua dinâmica e experiência", salienta Rovílio Scussiato. 


Em 1967, pouco antes da fundação da Alfa, foi realizada uma pesquisa em Alto da Serra, para conhecer a aceitação e o reconhecimento daquela comunidade por Bodanese. "O resultado foi surpreendente, a grande maioria não hesitou em apontar seu Aury como um ótimo candidato a presidir uma cooperativa", recorda Rovílio. "E acertou"! Rovílio Scussiato tem cinco filhos, é divorciado e reside em Chapecó - SC.



Setembrino Victorino Zanchet (em memória)




Setembrino Zanchet nasceu em Nova Bassan, Rio Grande do Sul, dia 13 de setembro de 1927. Aos 13 anos foi estudar no Seminário Carlista em Guaporé. Após, seguiu a Porto Alegre prestar concurso público para o Banco do Brasil, passando em primeiro lugar. Chegou em Chapecó, Santa Catarina, em 1952 para trabalhar na agência local onde atuou até 1971, quando foi transferido para Itaqui – no Rio Grande do Sul. Depois de Itaqui, ainda em terras gaúchas trabalhou em Sarandi e, por fim, na capital paranaense Curitiba, onde se aposentou. Depois de aposentado, estudou direito na Universidade Federal de Santa Catarina. Em 1988, foi convidado pelo Banco Central para ser interventor no antigo BESC – Banco do Estado de Santa Catarina.


Segundo a esposa Noemia, Setembrino era uma pessoa ativa na sociedade chapecoense, participando de tudo que visava o desenvolvimento da cidade e das pessoas. Setembrino foi presidente do Clube Chapecoense de 1964 a 1965 e ativo participante do Rotary Clube. Atuou como voluntário no hospital Santo Antônio em Chapecó, fazendo a contabilidade. Ainda na instituição, na década de 1960, foi um dos mentores da horta do hospital, que fornecia as verduras para a alimentação dos internados.


A Sociedade Amigos de Chapecó – SAC, constituída em 13 de setembro de 1966 teve Setembrino Zanchet como precursor. Na época, sentia-se a necessidade de criar uma Comissão Central com Estatuto e Gestão independente do poder público, que tivesse como objetivo central o desenvolvimento da cidade e a organização dos festejos do cinquentenário de Chapecó. Setembrino também se responsabilizou pela preparação e coordenação da primeira edição da Exposição-feira Agropecuária, Industrial e Comercial de Chapecó – EFAPI, realizada em 25 de agosto de 1967.


Em um vídeo organizado pela EPAGRI, em 1997, para homenagear os 30 anos da história de Aury Luiz Bodanese no cooperativismo, Zanchet fala em seu depoimento sobre a situação que gerou o incentivo à reestruturação da cooperativa tritícola: “Nós tinhamos dificuldade  no Banco  do  Brasil  em  executar  a  política  de preços mínimos, não havia naquela região armazéns, depósitos e nem formas de reunir  a  produção  de  feijão  principalmente. Não  havia  jeito  de  conseguir  reestruturar  a  Cooperativa  Tritícola  que  estava  desativada  desde  1964,  porque  ninguém  queria  assumir  a  presidência.  Então pegamos esses comerciantes que tinham pequenos depósitos para 100/200//300 sacos de feijão. Bodanese era um desses depositários que recebia a produção, expurgava, maquinava... Nós dávamos o saco, o classificador classificava, pagávamos o pequeno produtor mediante uma nota que ele mesmo emitia e ele se encarregava de transportar o produto até Herval do Oeste pegar o trem para São  Paulo e Rio de Janeiro”, contava. 


“Foi nessas condições que estabelecemos o primeiro contato com Bodanese, e ele nos ajudou a fazer o escoamento da safra de 1963 e de 1965, que foi a safra maior. Em  1963  nós  comercializamos  cerca de  100  mil  sacos,  mas  em  1965,  nós atingimos quase 400 mil sacos, e era muito feijão”.  Na fala de Zanchet, pode-se perceber  como  o  Banco  do  Brasil  teve  um  grande envolvimento com a comercialização da produção na região. Segundo o depoente, exercendo uma função que não era propriamente dos funcionários do banco.  “A essa altura eu não sabia mais se eu era gerente do Banco do Brasil ou diretor de uma cerealista. Escoamos a safra de 1965 e fiz uma reunião com nosso pessoal e chegamos a conclusão que não devíamos mais comprar feijão, o colono que resolvesse seus problemas. Não vamos mais comprar feijão, vamos incentivar  a  criação  da  cooperativa.  Então  encarreguei  nosso  fiscal  da  CREAI,  o Gil Tosi,  que  procurasse  ao  longo  da  nossa  jurisdição, que  ia  de  Xaxim até Maravilha, alguém com interesse em assumir a presidência da cooperativa, para fazê-la funcionar”, afirmou Zanchet.


Em entrevista ao Jornal Elo Cooperativo de setembro de 1987, Zanchet manifestou sua opinião em relação a Alfa. “O seu sucesso tem contribuído decisivamente para a consolidação do sistema cooperativista em todo o Estado de Santa Catarina e, muito especialmente, para apagar da mente dos agricultores todos os preconceitos anti-cooperativistas, criados em consequência de insucessos anteriores e outras regiões. Eu, que conheço o cooperativismo dos três estados do Sul, posso testemunhar que o êxito do cooperativismo no Oeste catarinense, liderado pela Cooperalfa, tem influenciado positivamente a credibilidade e a potencialidade do movimento cooperativista e ainda se constitui num paradigma merecedor de encômios por todos os que se dedicam a agropecuária. Por isso, não é sem razão que sentimos orgulho da Cooperalfa todos nós que, de uma forma ou de outra, participamos de sua vida” 

Casado com Noemia Ninpha Zanchet, Setembrino teve seis filhos. Faleceu em Curitiba no dia 22 de novembro de 1998, deixando um legado incomensurável para o cooperativismo. Noemia faleceu em 2016.



Severino Cella (em memória)




Nasceu em linha Colônia Cella, no dia 10 de maio de 1933. Agricultor, trabalhava com a família na madeireira Cella. Casou-se com Alda Toniazzo Cella, no dia 09 de maio 1957. O casal teve quatro filhos. Faleceu em 10 de novembro de 2002.



Silvio Kovaleski




Silvio Kovaleski nasceu em 5 de outubro de 1945 em Chapecó, Santa Catarina. Filho de Miguel Casemiro Kovaleski - também fundador da Cooperalfa. A família possuía indústria de erva-mate e casa de comércio. Além disso, criavam porco e gado. Silvio estudou no colégio Bom Pastor e depois no colégio São Francisco, ambos em Chapecó. Formou-se em técnico de contabilidade. Passou no concurso da ACARESC para auxiliar administrativo e, na época da fundação da Cooperchapecó, era funcionário da instituição. 


Kovaleski lembra que, quando a Alfa se mudou para a atual sede, a área era um banhado só. “Se alguém se arriscasse sugerir que a Alfa seria do tamanho que é hoje, iriam chamar o cara de louco, de tão difícil que eram as coisas na época”, recorda. “O agricultor que colhia 200 sacos de milho, tinha que vender 100 e estocar os outros 100, porque não tinha comprador. A cooperativa iniciou também com grandes dificuldades de armazenagem da produção dos seus associados”. 


Em 1969, Silvio foi trabalhar no Banco do Brasil e atualmente administra sua indústria de erva-mate em Chapecó. Hoje, um de seus filhos é sócio da cooperativa. “Comparando com a época da fundação da Alfa, o cooperativismo mudou 80%. Hoje é visto com bons olhos”. Emocionado, Kovaleski espera que os líderes da cooperativa sempre deixem um líder formado como Aury o fez. “Quando nós morrermos, que não morra a cooperativa”.  Casado com Iracema Desconsi Kovaleski, Silvio Kovaleski tem três filhos.



Umberto De Toni (em memória)




Umberto de Toni nasceu no dia 28 de dezembro de 1929 em Vila Maria, na época, município de Passo Fundo, no Rio Grande do Sul. Economista, na época da fundação da Alfa trabalhava na madeireira da família com o sogro, Hermínio Tissiani, também fundador da Cooperalfa.


De Toni foi presidente da Câmera de Vereadores de Chapecó de 06/02/1962 a 31/01/1963. Foi ainda um dos fundadores do Clube dos Lobisomens Chapecó, em 1967, um dos fundadores do Rotary Clube Chapecó, em 1959 e presidente do CRC entre 1958 e 1959. Umberto de Toni é um dos autores do álbum do Cinqüentenário de Chapecó, publicado em 1967.


Casado com Neiva Tissiani Detoni, teve três filhos e faleceu 15 de julho de 2016 em Chapecó, Santa Catarina.



Valdomiro Bellini




Valdomiro nasceu em 21 de novembro de 1921, no município de Encantado - RS. Trabalhava na instalação de usinas hidrelétricas no Rio Grande do Sul. Entre os anos de 1952 e 1953 instalou uma usina em Ponte Serrada, Santa Catarina, passando a residir na região. Em 1965 trabalhou com caminhões, realizando o transporte de feijão para São Paulo. Na mesma época iniciou a criação de suínos.


Com os filhos, Valdomiro montou uma granja de reprodutores; a São Roque Bellini e Filhos, que foi uma das primeiras granjas da região a importar suínos de alta linhagem. Bellini também foi um dos fundadores da ACCS - Associação Catarinense de Criadores de Suínos, primeiro presidente do Sindicato dos trabalhadores Rurais de Chapecó e um dos fundadores da FETAESC - Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares do Estado de Santa Catarina. Em 1969 foi presidente da FETAESC, motivo pelo qual se mudou para Florianópolis. Foi também presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais do Estado entre os anos de 1966 e 1970.


Jandir Bellini, filho de Valdomiro, acompanhou de perto todo o processo de criação da cooperativa – hoje Cooperalfa, da qual o pai foi fundador. “O agricultor começou a ver que era uma cooperativa de verdade, que não se estava brincando, que o objetivo era o crescimento e a segurança do produtor na comercialização dos seus produtos. Esse foi o grande legado no decorrer desses 50 anos. Nos nós orgulhamos muito de termos participado do início da cooperativa, porque o cooperativismo hoje é a fórmula para termos um resultado melhor”.  Casado com Elvira Tonioli Bellini, Valdomiro tem 8 filhos. Atualmente reside em Itajaí, Santa Catarina.



Valmor Ernesto Lunardi (em memória)




Valmor Ernesto Lunardi nasceu em Xaxim, no dia 15 de novembro de 1933. Aos 12 anos deixou os pais e seis irmãos no interior de Santa Catarina para estudar em um Colégio Interno em Passo Fundo, Rio Grande do Sul. Ficou por lá até entrar para a faculdade de Medicina, em Santa Maria. Frequentava muitas festas e, em uma destas saídas, conheceu Glenda, prima da namorada de um amigo dele. Se formou em um dia e dois dias depois se casou, assim, os vários parentes puderam aproveitar a viagem para participar das duas festas.

Era médico oftalmologista, cirurgião e clínico geral. Também atuou como perito médico do Detran - Departamento Estadual de Trânsito. Agropecuarista em Chapecó, foi o primeiro presidente de uma das maiores feiras agropecuárias do país, a EFAPI - Exposição-Feira  Agropecuária,  Industrial  e Comercial de Chapecó. Lunardi ficou muito conhecido pelas articulações de projetos para a região. Foi  um  dos responsáveis  pela  instalação de uma instituição de ensino  superior no Oeste, construção  de  novas  estradas  e  pela  chegada  de  grandes  e  pequenas empresas em Chapecó. Em 1999 recebeu o título de Cidadão Chapecoense, conferido pela Câmara Municipal de Vereadores de Chapecó.  


"Foi com base nas dificuldades de comercialização dos produtos agropecuários que viabilizou-se o cooperativismo, o tipo de sociedade mais correto e justo no aspecto sócio-econômico", considerava Lunardi. "A cooperativa sempre foi bem gerenciada em benefício do associado e esperamos que continue assim". Sobre as vantagens do sistema cooperativista, Lunardi acreditava que, "na cooperativa manda o indivíduo e não o capital. Pequenos e grandes produtores são tratados igualmente".


Lunardi, médico respeitado em toda a região, revelou em reportagem para o Jornal O Cooperalfa porque entrou para a atividade leiteira em 1961. Na segunda metade da década de 50 Valmor Lunardi foi diretor da 10ª Regional de Saúde e, nesta condição, observou o aspecto da carência nutricional, especialmente entre as crianças. Não havia indústrias de laticínios e o leite era escasso ou de qualidade duvidosa. Naquela época prevalecia a falta de alimentação, aspecto básico para a saúde. "O problema estava na falta de regularidade e na baixa quantidade de leite na alimentação das crianças", recordou Lunardi.


Segundo ele, foi este aspecto de carência nutricional que observara e o gosto pela produção leiteira que o levou a ingressar na agropecuária. "Tenho orgulho de ser produtor de leite e sempre que tenho oportunidade manifesto o meu carinho por esta atividade", declarou na entrevista. Valmor Lunardi representou ainda a Comissão Estadual de Pecuária Leiteira (Departamento da FAESC), junto à Confederação Nacional da Agricultura. O agropecuarista Valmor Lunardi foi ainda o primeiro produtor de leite a adquirir ordenhadeira mecânica no estado de Santa Catarina. Sempre adotou tecnologia em sua propriedade.


Sobre a Efapi, Valmor Lunardi lembrou que frequentou várias exposições nacionais e internacionais desde 1948 e, foi na década de 1960, que despertou na região o interesse por um local apropriado para expor a produção agropecuária regional. Conforme Lunardi, o grande objetivo da Sociedade Amigos de Chapecó (SAC), em 1967, era este local, onde o agropecuarista pudesse fazer suas reuniões e expor seus produtos, o que serviria para estabelecer termos comparativos entre o produto (gado e equipamentos) local e de outras regiões. Criou-se então a primeira Exposição Feira Agropecuária Industrial e Comercial. "Porém, lamentavelmente ao longo dos tempos o propósito da Efapi foi sendo distorcido, a agropecuária perdeu seu primeiro lugar no ‘pódio’ dos segmentos expositores da Feira", argumentou Lunardi.

Valmor Lunardi foi casado com Glenda Rosa Lunardi, com quem teve três filhos. Faleceu aos 75 anos de idade, no dia 08 de agosto de 2009. Glenda ainda reside em Chapecó.



Venuto Batistello (em memória)




Nasceu em Nova Prata, Rio Grande do Sul, no dia 09 de junho de 1938. Chegou a Chapecó, Santa Catarina na metade da década de 1940. Na linha Batistello trabalhou como agricultor e na criação de suínos. De 1980 a 1992, após se aposentar, trabalhou como motorista particular de Plínio Arlindo de Nês e seu filho. Foi casado com Teresinha Sutili Batistello, com quem teve cinco filhos. Faleceu no dia 31 de janeiro de 1995.



Homenagem Especial

 José Tripodi Guimarães (em memória)




Nasceu em 18 de abril de 1928 em Teixeiras, Minas Gerais. Após a formatura como técnico agrícola pela Escola Superior de Agricultura de Viçosa – MG, trabalhou no Ministério da Agricultura durante 5 anos, como técnico de fomento agrícola. Prestou concurso para fiscal da carteira de crédito agrícola do Banco do Brasil, passou e foi trabalhar em Cataguases, em Minas Gerais. Em 1958, foi adido para a agência de Chapecó, Santa Catarina. Passados dois anos, solicitou efetivação do cargo, no qual permaneceu até sua aposentadoria. 


Seu trabalho consistia em acompanhar os financiamentos que o banco fazia em toda a região Oeste “A cooperativa pegava o financiamento do Banco do Brasil e repassava para centenas de agricultores, trabalho que eu acompanhava e ajuda a realizar”. José afirma que, para a região, a importância do cooperativismo foi fantástica. “Principalmente no desenvolvimento da agricultura e pecuária”, afirma.

Casado com Edite Sudbrack Guimarães, José teve 4 filhos. Ambos faleceram em 2016 e residiam, em Chapecó, Santa Catarina.


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